27 maio 2010
Viva O Agora!
Tudo parecia caminhar como o programado...
Eis que de repente batem à porta
Toc,toc,toc quem será ? Já é tão tarde...
As batidas se repetiam , os sons mais intensos...
Abro ou não esta porta?
A curiosidade dizia que sim, a razão falava que não!
Olhei para o alto, invoquei meu Anjo da Guarda...
Fui em frente, cheia de coragem ...
Escancarei a porta de uma vez só!
A porta era o meu ontem.
As batidas eram a Saudade.
Diante de mim estava o hoje
Feliz e esperançoso.
Abriu seus braços para mim
Bradando bem alto ao meu coração
Não existe o programado
Viva o agora!
Escrito por Maria Claudete
25 maio 2010
Como meu Organismo reagiu à vacina
20 maio 2010
Pousada da Paixão
caracterizada para o Jantar Temático
Perdi a conta de quantas vezes vi o espetáculo da Paixão de Cristo em Nova Jerusalém, Fazenda Nova –PE. Na adolescência, na vida adulta e atualmente. Emocionar-me durante a visualização sempre foi uma constante. Nunca tive a preocupação de saber como se desenrolava tão majestoso e deslumbrante espetáculo, que traz a este longínquo recôndito nordestino, turistas de todas as partes do mundo.
É motivo de orgulho para qualquer brasileiro a consciência de que é nosso o maior Teatro ao Ar Livre do Mundo e que ali o que se vivencia em retrospectiva à Paixão de
Cristo faz jus aos que, da fase embrionária do grandioso Projeto até hoje , procuram ser fiéis às origens da religiosidade que moveu a iniciativa.
No último final de semana, atendendo a convite feito a nós, fomos conhecer a
Pousada da Paixão, local onde ficam hospedados os ilustres globais que atualmente, junto com os figurantes locais participam do espetáculo.
Adentrando à Pousada instala-se o clima da época: recepcionistas, garçonetes , garçons , decoração, música, tudo nos leva a "viajar no tempo". Os espaços nos remetem à Jerusalém. A simplicidade dos cômodos, mesmo com o conforto da modernidade, não nos afasta desta época. À noite todos os turistas com roupas típicas participam de um Jantar Temático ao ar livre, no palco onde se realiza a Santa Ceia.
O momento é mágico... A noite iluminada por um luar intenso , a música ambiental e a mostra de um Balé referenciando as Bodas de José e Maria nos deixam a
todos deslumbrados. Após o término do Jantar , seguimos até a área da piscina , onde mais para atender a exigência do turista estrangeiro, são mostrados os ritmos de dança típicas do Nordeste : xote, xaxado,baião, ciranda e quadrilha. Para fechar a noite , quem quer, participa de um grande forró (for all). Então o clima muda, porque é hilário ver o esforço dos "gringos" para acompanhar os passos da dança.
Fizemos no dia seguinte uma city tour por todo o Teatro, onde conhecemos detalhadamente a história do mesmo e como se desenrola todo o Drama da Paixão.
É surpreendente para nós , porque sempre alguém pergunta:-O que vão fazer lá se não tem mais a Paixão em cartaz? Agora podemos responder:- tem a história do Amor que moveu toda esta Paixão que passou de pai para filho e que foi imortalizada por Plínio Pacheco , que se encontra enterrado lá, próximo a uma capela toda de Cipó , desde 2002 .
A Vila de Fazenda Nova , continua preservada , com suas fontes de Águas Medicinais , Parque de Esculturas que reportam figuras do lendário nordestino, esculpidas em pedra por artesãos filhos do lugar.
O fluxo turístico faz-se necessário, porque um Projeto grandioso como este precisa de manutenção para ser preservado. Valeu conhecer os detalhes .
escrito´por Maria Claudete
12 maio 2010
A Chuva Ativando Emoções...
A chuva inunda todos os estes espaços , lava e purifica meu passado, revitalizo-me nela e canto dentro de mim : sou-te grata , chuva ,cumpriste uma missão, fizeste-me resgatar o belo repleto de saudade que ainda vivia em mim.
Escrito por Maria Claudete
Com vocês o Fado Chuva cantado por Mariza.
10 maio 2010
Aqui Estou
Pensei que não era importante...
Mas era.
Pensei que não fosse sublime...
Mas foi.
Pensei que seria impossível...
Mas consegui.
Pensei em desistir...
Mas caminhei.
Persegui meus sonhos de tempos idos.
Vivi maravilhosa emoções.
Transpus barreiras e obstáculos.
Resgatei minha identidade.
Aqui estou!
Escrito por Maria Claudete
07 maio 2010
Mãe...
Mais um Dia dedicado especialmente às Mães, o que dizer? Tudo que já foi dito...
resumo numa frase simples e única:; " Ser Mãe é gerar: no ventre e ou fora deste
um filho , que em qualquer circunstância terá sempre ao seu lado quem o ame e o proteja".
Estar Mãe obstrue este dom maior. O exercício da maternidade se amplifica na medida em
que a mulher em sua plenitude, abnegação e bondade sabe olhar quem Deus pôs sobre sua
responsabilidade vidas que se cruzam , buscando interação e complemento ,sem perder a
individualidade .Alcançar este objetivo é o que torna maior a Mulher , a Mãe.
Para homenagear todas as Mães escolhi a música hit parade de Bruno & Marrone
Sinônimo de Mãe. É simples mais verdadeira no que se propõe transmitir.
Parabéns , Mãe!
escrito por maria claudete
04 maio 2010
Como Vai Você?
29 abril 2010
Quem Está Errado?
Nunca quiz ser Dedicação Exclusiva, apesar de trabalhar o suficiente para tal, apenas me resguardava o direito de quando necessário atender meus clientes de Odontologia , pois não queria afastar-me da minha profissão.
Na época eu não tinha na Instituição tempo de serviço necessário nem idade, considerados os parâmetros de hoje ,para uma aposentadoria, acontece que veio uma exigência do MEC para que fosse extinto o regime de 40 horas, quem estava nele ficaria em 20 horas ou passaria para Dedicação Exclusiva. Eu não pensei duas vezes, na ocasião fui intempestiva, requeri meu tempo de Magistério não cumulativo em outras Faculdades anexei ao processo e pedi a minha aposentadoria.
Foi traumático para mim, pois gostava do que fazia, era minha vida! Costumo dizer que Professor não se faz, nasce! Sem falsa modéstia , sinto orgulho do que consegui passar como experiência de vida para tantos em sala de aula, ao reencontrar ex-alunos, bem sucedidos , dos quais nem recordo de imediato a fisionomia que me agradecem por minha postura em mostrar-lhes a importância do ensino básico na vida profissional. Saliento que lecionei na antiga Fesp nos cursos de Odontologia e Medicina , e fiz toda minha pós graduação na Escola Paulista de Medicina e na USP , desenvolvendo minha Tese na área de Genética e Diferenciação Celular.
Hoje quando se fala tanto em Ética na área de Saúde ,quando se discute através da Mídia o absurdo de conflitos de dignóstico de Ultrassonografia em que médicos divergem da gravidez ou não de uma gestante , o que fica patente é que alguém não sabe interpretar o que viu.
Nas Disciplinas que lecionamos, para exemplificar, nas aulas práticas de Laboratório , as lâminas de Órgãos e Tecidos eram estudadas ao Microscópio e sempre dizia para os alunos " - Aqui só se vê aquilo que se sabe"-
Reportando ao ocorrido , não adianta a Tecnologia se não se sabe o que se vê, é a mais pura e simplória verdade. Vivemos uma era em que as máquinas tudo podem , resta saber se todos estão devidamente preparados para tal. Para cada paciente consultado é incrível a bateria de exames dos mais simples aos mais avançados que eram solicitados sem que o médico fizesse um exame detalhado ou olhasse pelo menos o rosto do paciente , quanto mais conversar, questionar , dialogar.
E acreditem, na volta os exames pedidos eram olhados ligeiramente e muitas vezes o paciente ao buscar outra opinião com profissional
"da antiga" descobria-se nos ditos exames a doença incidiosa que não havia sido diagnosticada. O código de ética , do velho médico falava mais alto, resolvia o problema e não havia denúncia.
Foram tantos os êrros e tantas as omissões que os verdadeiros
profissionais fiéis ao juramento de Hipócrates tomaram as rédeas e cremos ,toda a sociedade , que o resgate será feito. Muitos impropérios ainda surgirão ,mas sabemos todos que as providências serão tomadas.
Não pensem que esta situação era "coisa de Brasil", de dois anos para cá quem procurar nos arquivos da Revista Veja, páginas Amarelas encontrará no mínimo duas entrevistas de renomados médicos internacionais alertando para o que estava acontecendo de errado no ensino da Medicina, na postura dos Profissionais e no descaso para a Clínica Médica. E é coisa antiga...
Apenas para exemplificar dois casos acontecidos quando minha filha de 29 anos apareceu com catapora aos 7 anos. Numa manhã de Domingo estive em o3 emergências , sem diagnósticar nada, resolvi ir ao IMIP e lá as médicas de plantão acharam engraçado que ninguém soubesse que era catapora(?!) , o mesmo ocorreu há 06 anos com outra filha esta com 14 anos na época , o diagnóstico só foi possivel porque a levei ao Posto de Saúde perto de casa e somente a veterana Doutora da clínica Médica diante da negativa da Pediatra de plantão e da minha insistência veio dirimir a dúvida e constatar a bendita catapora e, aproveitou, e deu uma "aulinha" para a recém formada que não tem culpa de não ter aprendido semiologia das doenças ditas erradicadas. Culpa da Estrutura Curricular.
Teria mais historinhas para contar , entretanto , os que assumem o comando de uma Nação que pretende deixar de ser "em desenvolvimento" , devem levar em consideração todas as vertentes que culminem numa população melhor assistida por profissionais devidamente capacitados para tal.
Ressalto que existem muitos profissionais da área de saúde preparados, éticos, competentes, mas ainda impera uma grande maioria dissoante disto tudo. E saliento que o resgate de uma verdadeira prática da Medicina é este Projeto de Saúde da Família que deveria ser um modelo de obrigatoriedade para todo formando não passar apenas, tão somente, pelo acesso daqueles que têm conhecimento político nas Prefeituras do Interior e Bairros pobres das Capitais . É nesses lugares que se exerce de forma real o aprendizado. Parodiando é lá o "celeiro".
escrito por Maria Claudete
23 abril 2010
Dilema
Na multidão dispersa na solidão
Busco minha inspiração.
Por lugares nunca antes vislumbrados
meus olhos do corpo e da mente
dissociados por um instante ,
sorrateiros e flamejantes no restante,
extasiam-se diante do escondido
brilho e entusiasmo da multidão delirante.
É o paradoxo do eu se interpondo ao ego.
Quero ser solidão ou transmutar-me em multidão?
Escrito por Maria Claudete
20 abril 2010
Remoção dos Selos
Amo vocês!
escrito por Maria Claudete
18 abril 2010
O Tempo e o Vento...
Tempo sem asas
Asas depenadas
Depenadas pelo vento
Vento traiçoeiro
Traiçoeiro como o Tempo.
escrito por maria claudete
15 abril 2010
A chuva cai subitamente...
Ela não era esperada...
com certeza , para alguns ,
não ocorrerá a poesia
antes inspiradora...
passastes a ser, Ó chuva !
demolidora de esperanças,
destruidora de castelos.
outrora aconchego para os amantes,
motivos para noites calorosas,
passastes a ser , Ó chuva!
tormenta dos retirantes.
escrito por maria claudete
09 abril 2010
Lições de Um Galho Seco

Olhando através da janela,
Um galho seco ramificado
De forma provocante
Chama minha atenção .
Seu aspecto destoante dos demais,
Frondosos e verdes me inspira.
Está totalmente nu, sem folhas ,
Inclinação majestosa do que
Já foi, sobrepõe-se altaneiro
Como se nos disesse: fui suporte
E despeço-me com orgulho
De minhas vestes...
É necessário que me renove...
Preparo-me para ressurgir.
Reflito , a natureza é sábia
Renovação e Ressurreição
Premissa de todo ser vivente
Antes de dar frutos, somos sementes
É na nudez da alma que eclodimos
E nos vestimos novamente.
escrito por Maria Claudete
04 abril 2010
Sinto Muito....
Peço desculpas aos amigos que fiz aqui, e, se algum de vocês foi atingido por este tipo de propaganda , tenham a certeza , não compreendo o propósito. Por enquanto deixarei o Blog "hibernando" enquanto tomo as providências cabíveis.
Abraço a Todos e FELIZ Páscoa, eu continuo apesar de , uma pessoa feliz , acima de preconceitos e agressões gratuitas. Deus está comigo ! De verdade!
e para os agressores compaixão e piedade ,meu mundo é diferente do de vocês, nele existe AMOR e ESPERANÇA .
escrito por Maria Claudete
28 março 2010
Vazia e Esvaziada

O vazio que instalou-se agora
nada mais é do que a síntese de um dia que se foi
este dia não volta mais...
será verdade ou mera suposição que a alma impõe?
perguntam-me : os amigos de antes...onde estão?
a casa antes cheia agora está vazia...
questiono : vazia ou esvaziada?
sim...há diferença entre as duas palavras...
vazia porque todos foram singrar outros mares,
mas permaneceu o amor de antigamente...
esvaziada porque todos se afastaram pelo desamor,
as esperanças foram sepultadas...
apenas restou a saudades de novos olhares.
edificar novas paredes,
renovar com novas cores o lugar,
decorar com mais amor e gratidão,
reconstruir a nova casa e abrir o coração.
Abrigar as quatro estações,
viver intensamente da Primavera ao Outono,
intercalar o inverno e o verão.
finalmente ,minha casa, repleta ficará
esvaziada não mais será.
escrito por maria Claudete
p.s. texto publicado no Espaço Maria Claudete (http://marieclodet.spaces.live.com/) em 26/03/2010
24 março 2010
Trevas e Luz


Mesmo que eu quisesse conseguiria me libertar?
Um sentimento de impotência acoplada à debilidade física
Corrói-me o corpo e fragiliza minha alma.
Amigos debatendo-se entre a vida esmaecida
Amigos contrapondo-se à razão do existir
Amigos mutilados pela própria incoerência
Amigos suplicantes de amor e compreensão
Nau que navega no mar azul perdendo-se no horizonte
Nau dos desesperados onde sem timoneiro segue sem rumo.
Quero assumir, como posso, o controle
No âmago busco força, na oração encontro alento
Na identificação dos elementos assumo o navegar
No fim do dia exaustivo encontro a compensação
Revendo ensinamentos , preenchendo as lacunas
A cada amigo vou da palavra à ação
Não são super poderes tão somente a magia do amor
Mesclado pela compaixão e certeza da troca
Instala-se a simbiose e restaura-se o feed-back
Por este dia, um de cada vez
Potencializa-se a liberdade.
Escrito por Maria Claudete
19 março 2010
Tempo Bom Aquele...
Tempo bom Aquele....
Anos 70 , ebulição geral, no mundo,no País , na Faculdade ...mil transformações.
Encantamento instantâneo para a maioria, igual só a inflação futura.
Era um "galopar" pra não perder o próximo lance nem o bonde da história , que
as paixões não adquiriam fixação. Mas para alguns criar raízes ainda era importante.
O romantismo ainda tinha lugar e, de vez em quando, deparávamos com
Alguém perdidamente apaixonado. Naquela época era comum o universitário fazer rifas, bailinhos na Faculdade, para capitalizar as despesas com a formatura, não adiantava esperar apenas pelo Paraninfo, que sempre era uma pessoa de destaque... e posses!
Mesmo parecendo piegas, era certo o embalo do baile ter música do Sérgio
Endrigo, a que ilustra a postagem era uma das mais tocadas, mesmo porque todo mundo dançava de rostinho colado no finalzinho da festa. Aí as paixonites recolhidas ousadamente
Pediam licença e tudo magicamente acontecia. Lembro dos namoricos entre colegas tímidos que começaram nesta ocasião. Pelo menos uns cinco casais levaram a paixonite até o altar .
Pelo que eu saiba apenas um separou-se, mas continuam excelentes amigos.
Um fato interessante aconteceu com a música "Michel" dos Beatles, uma amiga apaixonou-se
Pelo primo de um colega nosso chamado Miguel, só que ele "escondia" a noiva, por sinal casou-se com ela, mas paquerava e dava corda toda para minha amiga , era um assíduo fre-
quentador dos bailinhos e rifas. Para não dar muita bandeira a comunicação entre eles era "Michel". Sempre que ele estava presente o primo pedia para tocar a música, era a senha para que minha amiga aparecesse. Tempo bom aquele...
Foi num destes bailes que dancei com alguém do quarto ano ( eu era do primeiro) por quem curtia uma paixonite . Pensava que não era óbvio, ledo engano, todos sabiam... Para dar uma de gostosão no final da festa depois de ter dançado com todas , me
convidou e foi o suficiente para sonhar o resto da semana com aquele momento que não
voltou a repetir-se. O ano terminou, o gostosão diplomou-se e foi morar em São Paulo e...
Acabou-se a paixão. Tudo passa mesmo... Ficaram as lembranças reconstituídas nos encontros da Turma com muitas risadas e tranqüilidade. Tempo bom aquele....
Escrito por Maria Claudete
12 março 2010
Feliz Aniversário!



Hoje este espaço completa um ano de vida... Surgiu da necessidade que eu sentia de liberar o que estava estagnado dentro de mim. Creio que o Vias percorridas está
desempenhando bem o seu papel libertário. Fiel às buscas através de "pistas" indutoras, exatamente hoje, encontrei nos meus guardados o livro de poesias ( Traços, 1981) de um ex-aluno , também Poeta e artista plástico, Osvaldo Pinheiro de Lira.
Transcrevo a Introdução do livro , que resume o quero expressar nesta data.
"Escrevo diante da estrada. Nela os "Traços" se confundem por vezes com a paisagem árida.
A poesia não é um oásis sob o sol do deserto, na estrada. É uma realidade tão árida quanto a
Própria estrada. Árida, pois que se veste para corromper o sol e combater o chão, mas que junto à estrada, integrada na paisagem forma um caminho a se seguir, sem o qual o homem
Imbússolo, torna-se apenas um viajante" ( Osvaldo Pinheiro de Lira).
Perdi o contato com Osvaldo, se for possível, gostaria de ter notícias
dele. Resgato esta passagem , recordando bons momentos vividos no convívio universitário
testemunhando alguns "Traços" que ao caminhar tatuava sua marca na estrada .
Sinto-me feliz pelos amigos que vieram do Blog da Claudete e por outros que aqui chegaram. Mesmo com as inovações do universo virtual em relação às redes sociais , serei sempre fiel à dinâmica do Blog. Gosto da forma de comunicação e interação. Enquanto
For possível estarei sempre aqui percorrendo minha estrada.
Escrito por Maria Claudete
10 março 2010
Resgatando um Momento Vivido...
No interior em que cresci e vivi durante 20 anos, a comunidade era tão pequena que se sabia tudo da vida um do outro. Bom acredito que todas eram assim...
Era comum as moças de mais idade "olharem" as crianças e adolescente menores, quando os pais ou parentes mais próximos se ausentavam.
Na nossa família uma amiga íntima desempenhava este papel: era gentil, atenciosa, servil, mas sabia também ser "durona" quando necessário. Lembro bem seu nome, seu jeito, seu carinho por mim e minha Irma mais nova.
Soube que continua solteira e agregada a outra família que a trata
Com muito carinho. Deve estar com seus 75 anos ou mais. Que eu saiba ela nunca teve um na
morado ou pretendente . Talvez fosse este o motivo dela sempre dar uma de alcoviteira das
meninas que ela via crescer e tornar-se adolescente ou moças para casar. Foi assim comigo...
Hoje percebo que na verdade ela tentava realizar-se através de
cada uma de nós. Formou-se Professora Primária e passou a lecionar em duas Escolas .
Ela tinha uma particularidade que entendo agora como uma forma de compensar a sua insegurança afetiva... Quando gostava de alguém cobria aquela pessoa de presentes caros , independente da receptividade ou não. Quando cismava..Sai de baixo! Não adiantava conselhos de ninguém.
Ouvi muitas vezes minha mãe e minha Tia comentarem sobre isto. Um dia , soube que ela estava de "olho" num solteirão do lugar. Ele tinha um ar de bobalhão ,mas trabalhador e até simpático e sorridente. Era uma comédia , agora éramos nós que tentávamos engatar o namoro. Éramos garotas na faixa de 13 e 14anos, cheias de "gás"
Com a corda toda.
Acontece que descobrimos que o "cara" era quase analfabeto,
Afinal ela já era uma Professora. Foi engraçada a forma como se deu a descoberta. Chegamos
Até a figura e perguntamos:-" Olha fulano você quer namorar sicrana?" Ele respondeu:
"Ela quizendo e eu quizendo é fácil eu vou"- Hilário ! esta frase nunca saiu da minha cabeça ,.
Incorporei ao meu vocabulário quando quero dizer que estou
na dúvida. Como ultimamente ando cheia de incertezas uso a expressão para tira meu corpo fora. Nem preciso dizer que a gargalhada é geral , todos querem saber o por quê. Claro que faço supense. Agora vocês sabem! Mas nossa amiga nunca soube desta tentativa frustada.
Será que erramos?
03 março 2010
Cruzando A Avenida
Caminhando lentamente cruzo a avenida...
No meio da multidão procuro sentir o seu ruído...
Passos acelerados, passos lentos...
Vozes alteradas, vozes sussurantes...
Corpos frenéticos, corpos ofegantes...
Crianças de colo, crianças segurando a mão de alguém...
Namorados abraçados, idosos que se protegem...
Desperta-me o barulho do semáforo...
Tempo esgotado ,terminou a passagem...
Do outro lado da avenida não sigo meu curso
Paro, espreito a minha volta a nova multidão que surge
A cena se repete, agora no sentido inverso...
Uma sensação de inquietação me invade...
Onde está o silêncio?
Percebo que a urgência faz a corrida...
Que a corrida leva a algum lugar...
Que amanhã a avenida será cruzada novamente...
Inerte, mas servil...
Inerte, mas sensível ...
Inerte , mas testemunho...
A avenida continuará cumprindo o seu papel...
Inerte e alheia ao burburinho da multidão.
Nela está o silêncio que busco.
Identifico-me nesta avenida.
Retomo meu destino .
Escrito por maria claudete
26 fevereiro 2010
Calor e Sedução...
25 fevereiro 2010
Conhecendo-se Para Conhecer o Outro
Texto retirado do livro "COMO UM MÍSTICO AMARRA OS SEUS SAPATOS." - O SEGREDO DAS COISAS SIMPLES. - Lorenz Marti
OS TRÊS IRMÃOS
Era uma vez três irmãos. Um deles decidiu cuidar dos enfermos, o segundo quis dedicar-se à paz, o terceiro foi para o deserto viver como eremita. Passaram-se os anos. Um dia, quando os dois primeiros se encontraram, tiveram de reconhecer que não haviam conseguido preencher as suas expectativas. Desejaram praticar o bem, mas não conseguiram. O mundo não havia se tornado melhor.
Então resolveram procurar o terceiro irmão, que havia ido para o deserto. Este pegou um jarro cheio de água e despejou o líquido lentamente num outro jarro.
- O que vocês estão vendo? – perguntou ele aos outros dois mostrando o jarro.
- Água jorrando – responderam eles.
O eremita colocou o recipiente de lado, esperou alguns minutos até a água ficar totalmente parada e perguntou novamente:
- O que vocês estão vendo agora?
Os dois olharam para dentro do jarro e responderam:
- Agora estamos nos vendo refletidos na água.
Então meus irmãos, vocês também precisam atingir a serenidade para se reconhecerem. Só então poderão realmente ajudar os outros.
Essa história era contada entre os monges cristãos que viveram há 1700 anos como eremitas nos desertos do Alto Egito. Provavelmente, naquela época já existia a tendência de, por excesso de ativismo, passar-se pela vida sem dar atenção a si mesmo. Certamente os dois primeiros irmãos tinham intenções nobres, mas faltava-lhes o fundamental para poderem se dedicar aos semelhantes com todas as forças e todo o coração. CONHECIAM MUITO POUCO A SI MESMOS. Possivelmente a motivação deles não era clara. E assim não conseguiram converter as suas boas intenções em boas ações.
O terceiro irmão colocou o espelho diante deles. Olhem-se bem! Saibam claramente QUEM VOCÊS SÃO, O QUE QUEREM E POR QUE O QUEREM. Senão vocês fracassarão, consigo mesmos e com os outros .
Quem é que hoje em dia ainda tem tempo para esperar até que a água fique límpida para depois se ver refletido nela? Numa sociedade marcada pela velocidade e pelo consumo rápido, há pouco espaço para a AUTO-REFLEXÃO. Os monges do deserto retrucariam dizendo que pouco importa se há muito ou pouco espaço, utilize tudo que estiver à sua disposição para alcançar a serenidade e APRENDER A SE CONHECER MELHOR. E então vá e AJA.
Neste caso o AUTOCONHECIMENTO tem um significado bastante prático. Não se trata de se conhecer e se entender intimamente. Isso não é possível. Toda pessoa é e permanece sendo um mistério, mesmo diante de si mesma. Mas é possível aprendermos a conhecer os mecanismos dos nossos pensamentos, sentimentos e comportamentos, para também poder modificá-los, se necessário.
Sob esse aspecto os patriarcas do deserto eram radicais. Abba Agathon dizia que não devíamos nos deixar impressionar por alguém que conseguisse despertar os mortos, mas que não dominava a si mesmo.
"PRESTE ATENÇÃO EM VOCÊ!", era o conselho dado nos primeiros séculos nos eremitérios egípcios a muitos buscadores que estavam no caminho. Os velhos monges estavam convencidos: AQUELE QUE NÃO SE CONHECE E NÃO PRESTA ATENÇÃO EM SI MESMO IGNORA O ESSENCIAL.
Quando um dia um famoso teólogo visitou Abba Poimen para conversar com ele sobre a trindade de Deus e a Bíblia, foi mandado embora. Ninguém entendeu por que Poimen não quis conversar com o erudito. Mas Poimen disse:
- Ele mora nas alturas e diz coisas celestiais. Mas eu pertenço aos que estão aqui em baixo e falo sobre coisas terrenas. Se ele tivesse falado sobre as paixões da alma, eu teria respondido. Mas quando ele fala sobre coisas espirituais, eu não entendo.
Quando o teólogo ouviu isso respondeu:
- Abba, o que devo fazer se as paixões me arrebatam?
- Agora você acertou, respondeu Poimen, e eu vou instruí-lo.
O astuto Poimen afirmou não entender as palavras devotas do erudito. Naturalmente ele não quis entendê-las. Essas palavras não tinham fundamento. NÃO ESTAVAM ENRAIZADA NA VIDA e não tinham nada a ver com o homem que estava ali diante dele.
O importante no caminho espiritual não são (apenas) os grandes pensamentos, mas em primeiro lugar aquele ou aquela que REFLETE sobre eles. "VOLTE-SE PARA SI MESMO, OBSERVE-SE, FALE SOBRE SI MESMO!", recomenda Agostinho. Pessoas que conseguem falar sobre quase tudo tornam-se subitamente mudas. É preciso tempo e prática PARA NOS VOLTARMOS PARA NÓS MESMOS, observarmo-nos e, finalmente, TAMBÉM FALAR SOBRE NÓS.
Isso não tem nada a ver com egocentrismo. Trata-se de sinceridade. SINCERIDADE EM RELAÇÃO A NÓS, MAS TAMBÉM EM RELAÇÃO AOS OUTROS. O AUTOCONHECIMENTO NÃO É UM AUTO-OBJETIVO. Ele vem em seguida a um passo mais amplo, mais importante, O PASSO PARA ALÉM DE SI MESMO. Ele leva ao auto-esquecimento. Quando eu sei quem eu sou, consigo, posso e devo me esquecer. Mestre Eckhart diz isso clara e brevemente: "Tome consciência de si, e de onde você se encontra, então se desapegue de si mesmo; esta é a melhor coisa a fazer".
Esse processo nunca é concluído. Ele se repete sempre em novos ciclos. Eu me perco, procuro e me encontro de novo – E ME DESAPEGO. Perco-me de novo – e assim por diante.
19 fevereiro 2010
Enfim a Calmaria Almejada

08 fevereiro 2010
Há Um Barco Estendido Na Praia

Há um barco estendido na Praia
Nele os que partiram não mais vão voltar...
Eu também deixei um dia o meu barco
Cheio de Esperança , ilusão e sonhos.
Parti sem rumo e sem vestes.
Nem mesmo sabia o que encontraria.
Despojei-me do que existia em mim.
Joguei-me na vida em flutuação serena.
Confiei no Amor maior e segui...
A rota foi traçada pelo que me comandava.
A força maior que me transformava...
Enquanto nidava naquele mar imenso,
Entre a escuridão e a claridade alternantes.
Uma explosão de cores e luzes,
Impeliram-me para mais adiante.
Mergulhada num oceano profundo,
Encontrei a razão de tudo:
Estava diante da Luz
Esta Luz era JESUS!
Estou de volta à Praia.
Retomei minha Esperança.
Reconfigurei os meus sonhos.
Vivifiquei minhas ilusões.
Recuperei o meu barco!
Escrito por maria claudete
v
06 fevereiro 2010
Aos meus Amigos...



01 fevereiro 2010
Eu Me permito...
29 janeiro 2010
Hoje É Noite de Lua Cheia!

23 janeiro 2010
Sussurros na Madrugada
Uma inquietaçao persistente.
Um súbito e sofrido canto...
Uma parada no tempo.
Prescuto o silêncio...
Uma coragem hesitante.
O canto se faz distante...
Uma gama de interrogações.
Uma resolução tomada...
Abro as janelas.
Percebo não estar sozinha...
Prescuto a madrugada.
O canto cada vez mais longe...
Minha emoção cada vez mais angustiante.
Quanto durou não sei dizer...
Se real ou imortal também não sei.
Se foi como chegou...
Sussurro que se fez canto.
Lamento talvez de gente...
Ecoando na madrugada.
Perpetuando-se no pranto...
Martirizando a minha mente.
escrito por maria claudete
21 janeiro 2010
Talent Show
14 janeiro 2010
Pôr -do-Sol na Praia do Jacaré (Cabedelo/PB)
05 janeiro 2010
Um Novo Olhar...
Voltamos de mais um Cruzeiro, quatro anos apenas nos separavam do último que realizamos. Me dei conta de quanta coisa mudou em mim de lá para cá. Não me refiro às mudanças físicas, estas até que foram poucas comparando com as inevitáveis fotos nas noites de “Gala” com o Comandante . O cardápio servido nos Restaurantes,
As cabines do Navio, o atendimento na Recepção, as piscinas, a recreação, biblioteca, cinema, teatro, show , Fitness, bares , cassino, Dut free, tudo beleza seguindo os padrões cada vez mais satisfatórios, para gosto de todos.
O que mudou ? A forma como as pessoas na faixa de cinqüenta anos em diante são olhadas. A atenção foi redobrada, os cuidados para que todos se sentissem encaixados e respeitados excedeu as minhas perspectivas. Parecia até que tudo girava em torno .Não sei se pela própria estrutura e origem da Bandeira do Navio , não sei se pela fato da estréia na costa brasileira pelo nordeste, a verdade é que a organização no que dependeu do MSC Melody foi perfeita!
Acredito que o espírito de Natal parecia envolver todos os aproximadamente
1469 passageiros , entre crianças ( de todas as faixas , até bebês de 03 meses) , adolescentes ( muitos), jovens, adultos e idosos (muitos com idade variando de 50 até 90 anos!) . Confesso não ter percebido isto nos Cruzeiro anteriores.
Tivemos a celebração da Missa de Natal com o Teatro Riviera lotado, o que chamou a atenção do Capelão da Marinha Brasileira que oficiou a Cerimônia.
Foi realmente cativante, encantadora e relaxante toda a travessia por onde passávamos . O meu olhar sobre o nosso querido Nordeste, com sua cultura e folclore peculiares ficou cada vez mais enriquecido com as informações “in loco” de tanta beleza e diversidade. Temos , sim, motivo de nos orgulharmos de morarmos em um país tão cheio de tradições que ainda não morreram , e temos que lutar pela preservação
Disto tudo.
Observei pessoas de outras nacionalidades que ali estavam extasiadas com o que viam nas excursões programadas . Um momento de total êxtase de rara beleza foi
Quando aportamos em Cabedêlo ( PB) fomos ver o pôr-do-sol na praia do Jacaré! Gente, simplesmente emocionante, de arrepiar ! durante o pôr-do-sol que começa às
17h30min e dura exatamente 17 minutos , o silêncio se impõe em todos que estão ali presentes pois é executado o Bolero de Ravel pelo Sr Jurandir que toca o Sax, há dez anos repetindo este gesto, tendo por tal feito sido incluído no Guiness. Ele passa tocando entre as mesas e depois entra numa embarcação navegando pela praia até o sol se pôr, é lindo !
À Dezoito horas todas as luzes dos recintos são apagadas e o Sr. Jurandir toca a Ave Maria anunciando a hora do Ângelus, perfeito e comovente.
Com certeza , pagamos pelo Cruzeiro , mas fomos devidamente gratificados por tudo , desde o acolhimento e ao que nos foi proporcionado, aconselho a quem quiser fazê-lo que o faça, não se arrependerá! Muito tenho ainda para contar , inclusive do meu momento “Talente show”, rs, aguardem! As fotos mostro depois, ainda não tive tempo de passar para o computador.
Voltei pronta para enfrentar 2010 com mais coragem e compreensão.
Escrito por Maria claudete

+15052010+005.jpg)

