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21 junho 2014

Entendendo As Vias Tortas da Vida.



              

                                                    foto de Olívia Deda

                Nesta semana  ouvindo o noticiário  passei  da tristeza e constrangimento  a uma situação de conflito e  especulação .

                Uma criança que havia sido vítima de um cão que a deixou com graves cicatrizes no rosto incluindo a perda de um olho, havia sido convidada a retirar-se de uma lanchonete, junto com sua avó, porque a sua aparência perturbava as outras pessoas que estavam naquele ambiente.
                 Decerto, quem ouvia a notícia, se revoltava com a atitude discriminatória da garçonete. Entretanto no decorrer da reportagem  foi revelado a nota em que a empresa  pedia desculpas e  doava trinta mil dólares  para auxiliar no tratamento da criança que já havia sido submetida a várias cirurgias corretivas na face.

                 Diante da polêmica que envolveu o fato um renomado cirurgião plástico ofereceu gratuitamente seus serviços para cuidar da criança até a maioridade quando seriam realizadas todas as correções inerentes às etapas de desenvolvimento da paciente.
                  A pergunta como cristã, antes de tudo é: a garçonete  merece ser condenada ou foi um “instrumento”  predestinado  a mostrar ao “mundo” as necessidades daquela criança?
                  São as vias tortas da vida que nos dão respostas, nos fazem repensar valores e situações. Com certeza para os que creem  os sinais de Deus estavam bem visíveis e nem sempre o que parece condenável  o é...Não é defensável atitudes que discriminem , o que está em pauta é a necessidade de antes de condenarmos repensarmos o  que poderá advir  como benesse  em cada circunstância .
                    Quão grande terá sido a dor daquela criança e da sua família... Quanta aflição e quantas súplicas a Deus  pela mutilação sofrida? Com certeza as preces foram ouvidas.
                    A Sabedoria e generosidade de Deus é magnânima   e se queremos que estas verdades sejam propagadas  é necessário que procuremos compreender as razões que permeiam  estas vias tortas que trazem soluções benéficas inesperadas .
                   Amor e perdão , sempre a melhor solução para nós e para Deus!

escrito por Maria Claudete F.H.Batista

01 junho 2014

Uma Nova Chance.



                                                                   foto arquivo pessoal

 ““ Poderia ter colocado ao término do título da postagem uma reticência, afinal, sempre na vida nos posicionamos no paradigma;” um raio não cai duas vezes no mesmo lugar”.
                            Os que me conhecem de perto sabem  que sou resistente e intempestiva  diante de assaltos ou coerção física .
                            Há exatos 10 anos após  um  assalto , mesmo com uma arma apontada para minha cabeça , eu dentro do carro permaneci   chamei por Deus  e desmaie sobre o volante . Saí ilesa, mas bastante repreendida pelo Delegado quando  fui fazer o B.O.
                             Entendo que diante de fatos que se desenrolaram em seguida, Deus havia me dado uma chance de continuar aqui, pois minha missão ainda não havia terminado.
                             Pois bem,   no dia 30 de maio  às 22:40h , após chegar do Centro de Evangelização Damas  onde participava do Terço Mariano, fui apanhar minha filha que faz Faculdade em Recife , numa parada de ônibus em frente à Faculdade de Odontologia de Pernambuco , localizada perpendicular à Rua onde moramos.
                           Como  há 20 dias havia ocorrido um assalto nas imediações,  à noite , redobrei minha atenção e cautela. Só que a agressão não veio de um assaltante e sim de um desvairado que em alta velocidade cortando os carros à sua frente entrou na contramão  em minha direção , simplesmente lembro que, literalmente,  paralisei!
                          As luzes altas dos faróis me ofuscaram, recordo que mentalmente  pedia que aquele louco parasse , eu não podia me deslocar para o lado direito , automóveis  vinham  atrás , neste horário é intenso o tráfego de veículos pela volta à Aldeia de Universitários e pessoas que trabalham em Recife.
                          Chamei por Deus e ele me atendeu, o antagonista conseguiu  parar o carro quase em frente ao meu , deu ré de imediato para pegar o outro lado da pista sendo quase atingido por carros que trafegavam na faixa.
                            No momento não senti nada, foi tudo tão rápido... Apenas não consegui dormir direito, não pelo ocorrido, mas refletindo como são preciosos cada minuto da nossa vida, como tudo é efêmero, como nos preocupamos à toa com coisas irrelevantes e, sobretudo, como somos dependentes do outro.
                         Com certeza  não sou mais a mesma , sei que se recebi esta nova chance de viver é porque algo mais ainda tenho que realizar , na minha família no meu entorno  . Ser mais amor, ser grata pela misericórdia gratuita de nosso Deus  - “ Pedi e recebereis”- para que esta e outras graças aconteçam na nossa vida teremos que  estar disponíveis .
                        Somente estamos  habilitados quando temos a humildade  de assumirmos  as nossas limitações  e seguirmos as regras impostas pela sociedade e por Deus .
                         É exatamente a permissividade nas transgressões que geram comportamentos  inequívocos e agressivos como o do condutor do carro que quase , por pouco, não me atingiu. Oremos por ele e por tantos outros fora da lei dos homens e de Deus.
                             Obrigada meu Deus por me dares esta Nova Chance!

Escrito por Maria Claudete F.H.Batista                 

25 fevereiro 2013

Como Foi Bom...



            

            Frase simples, corriqueira, banalizada alguns dirão... Não  importa!
A sensação de paz que me invadiu  nesta manhã supera qualquer especulação.
            Cancelei um compromisso assumido anteriormente para atender  o que minha razão e meu coração entendia como prioridade: ajudar o meu próximo.
            Fi-lo com dedicação e muito prazer, perceber que  se consegue trazer um pouco de alívio no sofrimento de alguém faz-me compreender que o pouco que fazemos é muito em determinados momentos.
           Descobri, com este gesto espontâneo  ,que mesmo de forma limitada posso diagnosticar, encaminhar e fazer os primeiros atendimentos  que possam dar conforto a quem se encontra acamado  na sua casa .
          Sou profissional de Consultório, aposentando-me  por razões  que não vem ao caso aqui explicar, mas disponível para realizar o trabalho  Voluntário de Assistência  aos mais necessitados .
            Não escrevo sobre isto por vanglória e sim porque me inquieta o quanto se padece por  insolvência no  atendimento  a este tipo de paciente, na área de Saúde como um todo.
           Sei, dirão  uns , -“  OPrograma da Família” através do SUS cobre todas estas situações com Médicos Generalistas e visitas domiciliares por Agentes de Saúde”- Pode até ser que esteja maravilhosamente bem funcionando, para os “carentes” rotulados pelo Governo , porque a Classe Média Antiga , falida, que tudo pagou e paga, não tem direito “a Nada”!
          O que vemos “in loco” é esta situação angustiante e agonizante, a classe Média Antiga, refém de Planos de Saúde inoperantes, com Profissionais mal remunerados e desestimulados.
          Por estas e outras razões é que os políticos deveriam repensar o Homem Brasileiro como Cidadão com todos os direitos assegurados. Que todos paguem um pouco, mas que os serviços sejam igualitários para todos.
           Sempre haverá um “Livro Em Branco” (sic Elaine Gaspareto)  à espera de ser escrito  com nossa vida, nosso suor e nossas lágrimas,mas também com nossas  alegrias, nossa esperança,nossa Fé!
           Foi muito bom, hoje,  ter escrito esta página do meu livro.

Escrito por Maria Claudete

01 janeiro 2013

Quando Eu Tinha Enxaqueca...


                                                 google imagem ( Auras visuais)esquema
                                                  google imagem (Encéfalo)
                                                google imagem

                      Há muito deixei de senti-la... Antes, há tempos atrás, sorrateira, insistente se fazia anunciar... Interessante... Sempre às sextas-feiras, durante anos seguidos.
                    Clarões espocavam diante de mim, pareciam vindos não sei de onde, era como se
Emanassem do meu cérebro  e se projetassem à minha frente.
                     Alternavam-se no brilho intenso de tanta luz em  cores azul, amarelo ,preta e branca. Se não fora a aniquilante dor latejante a pulsar na fronte, se não fora o desequilíbrio seguido de efeito nauseante       eu diria que estava em meio    a uma alucinação   projetada de um filme de terror, guardadas as devidas proporções.
                      Durante muito tempo foi esta minha vidinha... Não preciso exatamente quando tudo começou, mas sei nitidamente quando tudo terminou!
                      Após alguns anos de exercício profissional atendi  uma cliente encaminhada por outro .  Naquele dia estava com a bendita enxaqueca... Durante o preenchimento da ficha odontológica da paciente a minha confusão mental era  tanta , que    , até hoje não encontro explicação, anotava nome, idade, doenças preexistentes  diferentes do que me era informado.
                    Fui alertada pela cliente, que me deu uma justificativa inusitada: aqueles dados eram da amiga que havia falecido no dia anterior (?), falou também da minha enxaqueca e pediu que a minha Secretária fosse ao Mercado São José comprar semente de coentro para fazer um chá para mim. Solicitou que tomasse durante 03 meses, que  não teria nunca mais enxaqueca.
                    Coincidência ou não, até hoje, decorridos mais de 20 anos, nunca mais senti nada!Funcionou!
Atendi esta senhora durante uns cinco anos. Na época contatei alguns colegas que pesquisavam ervas medicinal para saber o efeito da semente de
Coentro, mas não encontrei respaldo científico. Confesso que não sei atualmente o que existe acerca do assunto.
                   Narro este fato porque tem coisas que fogem a qualquer explicação plausível, afinal a Senhora, naquela ocasião, tinha 75 anos, era espírita, aparentemente saudável, e não revelava  sintomas da doença degenerativa que se manifestaria 05 anos depois : Alzheimer .
                 Durante minhas consultas médicas de rotina falava sobre os “efeitos visuais luminosos” e recebia sempre explicações variadas, confesso nenhuma convincente, rs, já fui taxada por médicos amigos de “muito imaginativa”. Hoje sei que são as famosas "AURAS VISUAIS", bem conhecidas pelos Neurologistas.
                   O que importa é que nunca mais tive enxaqueca! Nem dor de cabeça!
                        Você sabe algo a respeito do efeito medicinal da semente de coentro?

Escrito por Maria Claudete F.H.Batista

28 setembro 2010

Não Era Um Viaduto...





Não era um viaduto...
Era a estrada de Aldeia... Descendo...
Não era noite... Era dia... Oito horas da manhã...
Não havia Lua... Brilhava o Sol....
De repente o Bêbado... Era um Equilibrista...
Caminhava como se fosse um passista...
Como Nascimento do Passo... Traçava tesouras no asfalto.
Não... Não lembrava Carlitos... Não usava chapéu coco...
Nem vestia luto...Trajava roupas claras...
Na cabeça descoberta exposta ao sol ardente...
Borbulhavam cachaça e emoções...
Meu coração pulsou mais forte por um instante...
Estaria aquele homem bêbado ou doente...
Infelizmente... Bêbado... Mas estava tentando subir a ladeira...
Na sua mente não existiam Marias nem Clarisses...
Com certeza era povoada pela noite mal vivida...
Consegui desviar-me dele e afastar o perigo...
Ergueu o dedo polegar em sinal de agradecimento...
Dirijo mais um pouco... E vejo a causa de tudo...
Na única parte elevada da estrada... Um Palanque de Comício...
Abaixo homens e mulheres ainda bebiam...
Pobres equilibristas... De quem e para que...
Nem eles mesmos sabem... São caricaturas sem vida própria...
Enganados pelo brilho da facilidade que tudo facilita...
Embriagados no corpo e na alma...
Não havia estrela fria... Mas a vida parecia um bordel...
Como ter esperança equilibrista ...
A vida, como um show, continua... Pobres eles... Pobres nós.


Escrito por Maria claudete
Fato ocorrido hoje pela manhã ( 28/09/2010)

12 agosto 2010

Encanto Quase Quebrado.













No encantamento que antecede um dia especial,
De repente, do nada, senti-me empurrada, literalmente, ao chão.
Vi-me flutuando , aos tropeços, patinei no solo escorregadio...
Foi tudo tão rápido ...Uma alma generosa  tomou-me as mãos ...
Fui erguida  do solo onde estava estendida  ...
Nada fraturado, nenhum hematoma , nenhuma torção.

Que aprendizado tirei do ocorrido...É o que importa para mim.
Que estamos sujeitos sempre a quedas em todos os sentidos da vida...
Que nem sempre podemos nos levantar sozinhos...
Que sempre haverá uma mão estendida para nos socorrer...
Que sempre devemos olhar o chão onde pisamos...
Que a nossa proteção sempre vem do "alto", através das pessoas..
Que Jesus nos ama a todos igualmente.
Retomei meu encantamento , amanhã será um dia especial...
Amanhã direi o por que a vocês!
Sintam-se convidados.

escrito por Maria Claudete 

07 julho 2010

Apenas grito!

Google Imagem









Não me perguntem nada...


 não saberia o que responder...


 um pavor aterrorizante  toma conta de mim...


 mas diante de uma cobra ,inofensiva ou não...


 cristalizo , fico sem reação...


 apenas grito ... O som...


 parece sair de um  ser inexistente...


 nem sei se  sou o eu presente


 ou se o eu escondido no meu terror


 apenas grito!






escrito por maria claudete

03 julho 2010

Perfume Etéreo


Perfume Etéreo...





Situação bem rotineira.Voltando do trabalho.
Chegada bem vinda ao lar.
Preparar o jantar leve.
Arrumar a mesa.
Um olho no fogão,
O outro no noticiário,
Clima não passível de elucubrações.
Acontece o inusitado,
Para a maioria, não para mim.
Um perfume de rosas paira no ar
Não provinha de ninguém...
Improvável, para a maioria,
Não para mim.
O olor se faz mais intenso,
Procuro de onde vem...
Só sei que uma imensa paz me invade,
Preenche todos os sentidos.
Flutuo nesta sensação
Misto de prazer e solidão.
Desloco-me para outro espaço.
Por alguns instantes sinto-me seguida...
A tranqüilidade transmitida continua,
O perfume se dissipa
Seria ilusão? Não importa...
Das brumas do silêncio
Germinou a mansidão.


Escrito por Maria Claudete

22 novembro 2009

Uma Frase Oportuna.

Não esqueçam palavras transformam, mas testemunhos arrasam.

( Marcelo Rossi)

Esta frase lida no site do Pe. Marcelo Rossi diz muito de uma situação que vivenciei e que de acordo com o propósito que tive ao criar este espaço veio a calhar.

A caminhada pela vida as vezes nos premia com situações

gratificantes que massageiam o nosso ego, mas em certos momentos outras promovem estragos que se não pararmos para uma reflexão mais profunda , provocam danos irreparáveis. Eu gosto de cantar, eu sempre me senti leve e feliz cantando. Cresci todos

dizendo que a “menininha” cantava bonito.

Cantava para os convidados importantes da minha madrinha usineira, cantava na festa de aniversário do Prefeito da Cidade, cantava nas festas da escola, cantava nas festas de aniversário, cantava nas serestas universitárias enfim era o famoso “arroz de festa”. E como não poderia deixar de ser o curumim subiu-me à cabeça : nunca imaginei que me depararia com quem não gostasse de me ouvir cantar!

Bem o tempo passa , a gente envelhece , mas a voz continua a mesma salvo algumas limitações impostas. Em 1997 numa viagem a Orlando ( EE.UU) , para um congresso Odontológico resolvemos esticar até Nova York.

Lá tive a primeira crise de asma , foi horrível! Ao voltar para o Brasil sofri muito com

todas explicações e tratamentos propostos para aliviar as crises que se sucediam com freqüência. Não havia nenhum histórico familiar .

Depois de muitas idas e vindas , por acaso , alguém da comunidade que me conhecia indicou-me para cantar no coro da Igreja Católica que freqüento, e descobri que a cantoterapia tinha me ajudado a respirar corretamente e

foi um suporte fabuloso ao meu tratamento. Pois bem depois de tantos anos , uma pessoa fez uma crítica cruel , não dirigida somente a mim mas também a outro do grupo, que a criatura não gostasse de nos ouvir, tudo bem, você não pode agradar a todos, entretanto as palavras usadas para tal fim foram transformadoras.

Ser acusada de pessoas pecarem por me ouvir cantar

foi pesado demais, talvez ao fazer a segunda voz ou cantar em falsete quando cabível não fosse condizente com a necessidade de oração de alguns. Não vou entrar em detalhes do que realmente a Senhora em questão falou, pois meu desabafo é para que

eu possa apagar definitivamente tudo isto . Minha Fé continua inalterada , porque acredito que tudo tem um propósito. Se no primeiro momento eu desisti de cantar , refleti que seria oportuno o recolhimento como expressão de humildade que leva ao perdão.

Procurei motivos da impressão causada , onde eu poderia estar me expondo e descobri que ficar em destaque , estar sob os holofotes também gera reações contraditórias que não constroem e impedem outros de caminharem.

Olhando sob está vertente passei a compreender os recados

que recebemos do Pai quando estamos nos desviando de nossos objetivos em crescer a

cada dia no louvor, na oração e na vigilância constante.

Sei que todos se perguntam por que só estou cantando dois domingos no mês, e muitos sabem , certos fatos são como penas de galinha jogadas ao vento do alto de uma montanha: se espalham e não se juntam nunca mais, aí é que está

A minha oportunidade de no exercício do silêncio dar o testemunho arrasador : ser mais humilde aceitar com dignidade até as críticas injustas e controlar a vaidade.

Sinto que cresci com o fato, pois sou consciente das minhas qualidades sei que não feri os ouvidos de ninguém porque apesar de amadora estudei música e canto orfeônico , mas sou grata a tudo que vem acontecendo durante este episódio . Ficar sentada , assistindo ao ritual da assembleia me deixa uma sensação incrível de Paz e Conforto . Daqui a algum tempo ninguém mais fará perguntas , vão acostumar-se a me ouvir cantar apenas de vez em quando .Esta senhora fez-me enxergar com os olhos da razão o que o coração não me deixava ver.

escrito por maria claudete


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