20 junho 2011

Limítrofe

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                           O peso... Delimito.
                          O pesar...Administro.
                          O pesar entristece-me.
                          No pesar desencontro-me.
                          O peso do pesar...
                          Arrefece-me por inteiro.
                          Se peso...Dou conta
                          do meu pesar.


                                        É com pesar que nos desfazemos do que passou a ser motivo de tristeza, quando deveria ser de alegria ...Quando o fazemos entendemos o peso de nossos pesares.
                     

Autoria de Maria Claudete.F.H.Batista

13 junho 2011

A Barreira do Tempo...

                                                        Pode parecer incrível para vocês ,mas a 200 km de onde moro até à cidade de Pesqueira onde estivemos neste final de semana deparei-me com este castelo erguido  em meio à  construções modernas , que beira ao realismo fantástico, em pleno agreste nordestino.
                          Pelo que nos foi contado pelo guia local a origem deste monumento é uma homenagem do proprietário à memória de sua esposa falecida no desastre , do qual ele saiu com vida.  É , no mínimo, inusitada a demonstração de amor eterno ...Encastelar o amor num encantamento infinito. O castelo   destaca  suas torres suntuosas  e garbosas  no céu  Pesqueirense.  Quantas coisas desconhecemos e  tão próximas ...
                          Durante a viagem de volta , pensando nisto escrevi este poema:
                                                     
A vida e suas estradas...
Pelas estradas seguimos
Caminhos abertos...
Curvas fechadas.
Velocidade rápida...
Quando jóvem os pés.
Velocidade média...
Quando lentos os pés.
Pelas estradas seguimos...
Caminhos abertos...
Curvas fechadas.
Contrariando os propósitos...
Velocidade acelerada.
Os pés, não limitados pelo tempo...
Os pés...  flutuando sem pesares.
Carregando o corpo leve ...
Navegando no espaço infinito.
Impulsionado pelo sopro do vento...
Singrando pelos vales e sombras.
Transpondo com galhardia ...
A barreira do tempo.


Autoria maria claudete f.h.batista

30 maio 2011

A Escolha É Nossa!

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                         "Por isso... quando sinto que estou prestes a renascer agradeço e me entrego por inteiro porque sei que além daquele lugar onde o túnel é mais apertado e mais difícil de passar está me esperando a Luz de um novo amanhecer... e lá não existem as limitações do casulo que me impediam de voar com as asas azuis de uma borboleta que descobriu que era muito mais do que uma lagarta..."

   ( Enviado por Annete em 2009)

                                      Sempre que estamos a ponderar sobre o que está submersos em nós, as reações dos que estão ao nosso  redor são as mais variadas. Entretanto, a uníssona  é “- bola pra frente”.
                                       A vida é um jogo? Resumimos  simploriamente toda nossa vivência ao acaso? 
                                        “bola pra frente” , sim,  desde que  possamos, como a borboleta , sair dos limites prisionais  e nos  redescobrirmos  por inteiro .
                                           O foco sobrepuja o acaso, as interferências são inevitáveis, mas nos proporcionam fazer escolhas que nos direcionem para opções corretas na vida.
                                            Continuar lagarta ou ser borboleta  depende  exclusivamente de nós.

Escrito por Maria Claudete



24 maio 2011

Claudicando...

Eu e o Palhaço...No túnel do tempo...





Um misto de ternura e bondade me invade...


Na porta entreaberta pelo vento uma sombra.


Sombra lenta e claudicante...


Claudicante como os passos de uma criança.


Criança que se perdeu no tempo passado...


Passado que se torna agora presente


Nos anseios infinitos de uma busca incoerente.


Por onde andam as ilusões perdidas?


Como trazê-las ao agora e torná-las vicejantes?


Debato-me na própria imagem vislumbrada...


Reflexo do que parecia ser naquele instante...


Um ser a claudicar ao sabor do vento e do tempo.






Texto da Autoria de Maria Claudete F.H.Batista
Plágio é Crime!

17 maio 2011

Um Amor e o Perfume...

"Não sei se a ponte ainda existe...não sei se é a mesma da minha adolescência , mas sei que armazenei muitos sonhos nesta travessia. "

                           O modo como ele olhou-a  pela primeira vez deu-lhe arrepios...Medo?
                           Começava assim uma história que parecia  de amor entre duas criaturas  que acabavam de se conhecer.
                           Era uma tarde de São João.
Eram seis horas da noite... Nas pequenas casas  do lugarejo o chefe da
Família acendia suas fogueiras.
                            Era uma tradição. Esperar que a fogueira
Queimasse em fortes labaredas era indicativo de que todos da casa estariam vivos no próximo ano.
                             O moço não era daquele lugar, estava de passagem  por lá. Era alto, loiro, de olhos azuis, seu nome era engraçado, Benjamim.
                              Era um fazendeiro bem sucedido, possuía também uma frota de caminhões Mercedes Benz. Um bom partido para uma mocinha do interior. Veio para causar disputa entre as meninas e hostilidade entre os  rapazes.
                               Beja era assim que todas o chamavam tornou-se a sensação do momento, hospedava-se no pequeno Hotel , por dois ou três dias e  retornava a cada 15 dias.
                               Quem seria a felizarda a namorá-lo? Era o assunto do dia. ELe escolheu a mais recatada , para surpresa de todos.  Foi educado e cavalheiro pediu aos pais da moça para namorá-la em casa.
                                A mocinha encantou-se, tinha apenas 17 anos e ele 37. Deixou-se levar pela vaidade, gostava de ser cortejada, da delicadeza dele que mal a tocava parecia que ela  era de porcelana ...
                                Meses depois ele rouba-lhe um beijo na boca  e pede para ser seu noivo e marcar a data do casamento ...Tudo muito rápido  .
                                  Era como se de  repente a cegueira involuntária tivesse sido desfeita   ...Ela disse não   para desgosto da sua família.
                               Para ela o beijo a “desencantou” trouxe-lhe de volta ao mundo que queria para si, diferente daquele oferecido. Ele se foi, triste abatido e decepcionado. Pouco tempo depois se soube que havia reatado um noivado antigo e casado.
                                Dele restou apenas a lembrança do perfume que usava –Bois Blanc- Muitos anos depois o reencontro, ela não o reconheceu, ele sim. Apenas lembrava-se daquele cheiro... Soube naquele dia que ele a amava  e que nunca a havia esquecido.
                                 Ela não soube o que dizer, no seu íntimo tinha apenas uma certeza  pelo menos nesta vida havia despertado um amor puro e desinteressado  em alguém .
                                Nunca mais se encontraram apenas o perfume de Bois Blanc continuou parado no ar...

Escrito por Maria Claudete

10 maio 2011

Resposta a Um Amigo.

                        


                         Há algumas semanas   fui "sacudida" pelo e-mail de um amigo querido.
                         Entre alguns questionamentos e justificativas para problemas vividos trocamos experiências.
                         Hoje revendo um, enviado neste propósito, senti-me confortada por estar realmente recuperada e  reinventando minha história.Partilho com vocês ratificando que, pelo menos até agora, as relações de amizade  virtuais também são prazeirosas .
                         A frase a seguir "turbinou" minha resposta.



"Todo ser é na realidade, dois seres; um está acordado nas trevas e outro dormindo na claridade".(Gibran Kalil Gibran)


                                Esta frase reflete exatamente os momentos que andei vivenciando na carne, mas devido a retomada da minha espiritualidade acordei em ambas as situações, não foi fácil, pois era o que estava me adoecendo, me dei conta que nós temos nossas defesas espirituais, somente os seres de Luz tem o poder de ler nossos pensamentos e agir o que não acontece em hipótese alguma com os seres das trevas , estes apenas usam de subterfúgios que interferem nas nossas fraquezas conscientes e "armam" o circo.
                                É uma longa história que estou vencendo gradativamente pelo poder da oração e retomada das minhas forças. Hoje, meu amigo, oro  por todos indiscriminadamente, para que consigam enxergar que todos somos luz e servos da Luz, que nós podemos, na medida em que queremos o Bem coletivo; não é mais importante combater os males no plano material se não estivermos fortalecidos da essência da prática do Amor, ou seja, não é somente do Pão  que nutre o corpo que necessitamos... Estamos carentes do Pão da Vida, da Água que não acaba nunca, que é a busca do seu Deus Interior.
                                Eu reencontrei esta Luz da qual me distanciava sem querer atropelada pelo cotidiano que é ruim em si, mas que nos solicita o tempo todo com pedidos de socorro... E não queremos ver. Uns buscam de outra forma, mas se os caminhos diferentes  convergem numa mesma encruzilhada e a finalidade é a mesma é o que menos importa.
                                Estamos vendo o que a falta de conhecimento  adquirido ou procurado do objetivo da nossa existência está fazendo  no mundo todo. É notória a repetição da história, dos fatos, apenas com nova roupagem, inserida no contexto atual, seria muito bom que os que não crêem pelo menos se dessem a oportunidade de ler os livros sagrados com um novo olhar para poder ter certeza absoluta de suas escolhas, Deus entenderá.



 Escrito por Maria Claudete



08 maio 2011

Mãe ...Nunca Esquece seus Filhos!



                                            Amanhecer visto da minha janela.                                                      







Para todas aquelas que gestaram seus filhos, as que tiveram o privilégio de adotar em sua vida filhos não gerados , àquelas que estão ao lado de criaturas anônimas ao seu ciclo familiar ,mas que fomentam conhecimento, sabedoria e amor , dedico este momento.


















Era uma vez uma menina que brincava com bonecas...






Não eram simples bonecas presenteadas...






Ela "fabricava" suas bonecas!






Com carinho e esmero formava seu corpo






Enchia meias com algodão ...






fazia o tronco, as pernas, os braços e a cabeça.






Os cabelos ? sempre de algodão.






Costurava vários vestidinhos ...






Sempre com laços de fita na cintura.






Como dialogava com suas bonecas...






Construia seus sonhos e viajava neles..






Sempre com suas bonecas.






Era o ensaio para Ser Mãe!






Cresceu a menina ...






Não pode "gerar" no útero seus filhos






Criou-os no seu coração e na sua vida...






Como com as bonecas da menina de outrora...






Construiu o tronco , deu-lhes braços e pernas .






Fixou suas cabeças , orientou-lhes o caminhar .






A menina não esqueceu suas bonecas...






A Mãe não desistiu de seus filhos...






Aprendeu a amá-los em silêncio.










Texto da Autoria de Maria Claudete






Todos os Direitos Reservados , plagiar é Crime.






28 abril 2011

Se Você Aqui Estivesse.

                                          Foi neste banco ao lado do gramado que conversamos
                                          pela última vez há 17 anos.

Se você aqui estivesse...
A alegria seria seu mote.
Tristezas seriam tiradas de letra...
Seu viver não Comportava desilusão.
Sua vida era um misto de trabalho e fantasia.
Com você, meu pai ,foi-se  a ilusão ...
Boemia nas horas devidas era seu nome.
Pra que chorar se em nada  havia solução?
Pra você quem não aproveitou, nunca mais veria.
Recordação das horas e coisas boas...
Palavra escrita com o coração.
Hoje você teria 91 anos  com certeza
Ao seu lado não habitaria a solidão.

Escrito por Maria claudete

     

25 abril 2011

Adeus, querido e fiel amigo...

                      



                       Ontem chegamos de viagem...
                       nos recebeu ...
                       parecia cansado e triste..
                       mas, demonstrou alegria...
                       hoje foi êle que fez sua "viagem"...
                       sem volta...
                       será que vou te encontrar um dia?
                       foi-se contigo um pouco da nossa alegria...
                       partiu nosso guardião...
                       ficou a saudade em nosso coração.

escrito por maria claudete
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