06 abril 2012

Sexta Feira Santa


Comentário:
              Sentimos em cada parágrafo todo contexto do que representava a Sexta Feira Santa, para Gibran Khalil Gibran, Célebre escritor libanês, nascido em Bicharre, 6 de janeiro de 1883 –Falecido em Nova Iorque, 10 de abril de 1931.
                     Foi um grande ensaísta e Pensador com vários livros publicados. O texto é longo, mas vale a leitura e reflexão do mesmo, por ser um texto atemporal, as nuances no contexto religioso, filosófico e por que não dizer político, encaixa-se e nos levam à introspecção e conjeturas sobre o mesmo.( maria claudete)
                            

Hoje, e em cada sexta-feira Santa, a humanidade acorda de seu sono profundo
e, em pé ante as sombras do século, olha através das lágrimas o Monte
Gólgota para ver Jesus crucificado em sua cruz... Mas assim que o sol se
põe, a humanidade volta a ajoelhar-se perante os ídolos que se erguem sobre
todos os montes.

Hoje, guiados pela recordação, as almas dos cristãos dirigem-se de todos os
cantos do mundo às cercanias de Jerusalém para contemplar uma sombra coroada
de espinhos, que estende os braços até o infinito e penetra, através do véu
da morte, as profundidades da vida. Mas, mal as cortinas da noite tenham
descido sobre o palco do dia, os cristãos voltam a deitar-se à sombra do
esquecimento, embalados pela ignorância e a indolência.

Hoje, e em cada Sexta-Feira Santa, os filósofos abandonam suas grutas
escuras, os pensadores, seus eremitérios frios, e os poetas, seus vales de
quimeras,para se reunirem numa alta montanha e escutarem, calados e
reverentes, um jovem dizer de seus assassinos: "Pai, perdoa-lhes porque não
sabem o que fazem". Mas, mal a quietude tenha apagado os ruídos do dia, os filósofos, pensadores e poetas voltam a envolver suas almas nas mortalhas de livros gastos.

As mulheres distraídas pelo brilho da vida, apaixonadas por jóias e
vestidos, saem hoje de suas casas para ver a mulher dolorida, de pé frente à
cruz como uma árvore flexível frente às tempestades do inverno.  

Os jovens e as jovens que se deixam levar pela corrente da vida sem saber
aonde vão, param hoje um instante para contemplar a Madalena Lavando com
suas lágrimas o sangue que mancha os pés do homem erguido entre a Terra e o
Céu. Mas, quando se cansam desse espetáculo, desviam os olhos e continuam
seu caminho entre risadas.

Num dia como este todos os anos, a humanidade acorda com o despertar da
primavera e chora pelos sofrimentos de Cristo; mas, depois, fecha os olhos e
se entrega a um sono profundo.

A humanidade é uma mulher que se deleita em se lamentar pelos heróis do
séculos. Se fosse homem, regozijar-se- ia pela sua grandeza e suas glórias.
A humanidade vê Jesus o Nazareno nascendo e vivendo como um pobre, ofendido
como um fraco, crucificado como um criminoso, e chora-o e lamenta-o. E é
tu
do o que ela faz.
Desde há dezenove séculos, adoram a fraqueza na pessoa de Jesus, conquanto
Jesus fosse um forte. Mas eles não compreendem o sentido da verdadeira
força. Não viveu como um covarde, nem morreu sofrendo e queixando-se. Viveu
como um revolucionário, e foi crucificado como um rebelde, e morreu como um
herói.Não era Jesus um pássaro de asas partidas, mas uma tempestade violenta que
quebra, com sua força, todas as asas tortas.
Jesus não veio do além do horizonte azul para fazer da dor o símbolo da
vida, mas para fazer da vida o símbolo da verdade e da liberdade.

Jesus não receou seus perseguidores, e não temeu seus inimigos, e não sofreu

nas mãos de seus executores, mas era livre à face de todos audaciosos para
com a injustiça e a tirania: quando via tumores pútridos, puncionava-os;
quando ouvia o mal falar, impunha-lhe silêncio; quando encontrava a
hipocrisia, esmagava-a.
Jesus não desceu ao mundo da luz para destruir as nossas casas e, com suas
pedras construir conventos e eremitérios. Não veio para tirar os homens
fortes de suas ocupações e fazer deles monges e padres.
Mas veio para insuflar na atmosfera deste mundo uma alma nova e forte que
destrói, até as fundações, os tronos elevados sobre os crânios e desmantela
os palácios erguidos sobre os túmulos, e derruba os ídolos impostos aos
espíritos fracos e humildes.

Jesus não veio ensinar os homens a elevar igrejas suntuosas ao lado de

casebres miseráveis e de habitações frias e escuras, mas veio para fazer do
coração do homem um templo, e de sua alma um altar, e de sua mente um
sacerdote.

Eis o que Jesus o Nazareno fez, e eis os princípios que pregou e pelos quais

se deixou crucificar por sua própria vontade. E se os homens fossem mais
penetrantes, celebrariam a data de hoje com alegria, e risos e canções de
vitória e de triunfo.

E tu, gigante crucificado, que olhas do alto do Gólgota as caravanas dos

séculos; que ouves o barulho dos povos, que compreendes os sonhos da
eternidade, tu és, sobre tua cruz manchada de sangue, mais majestoso e mais
soberbo que mil reis com mil tronos e mil reinos. E tu és, entre a agonia e
a morte, mais poderoso e mais temível que mil generais com mil exércitos e
mil troféus.
Tu és, na tua melancolia, mais alegre que a primavera com suas flores. Tu
és, nas tuas dores, mais sereno que os anjos em seu paraíso. Tu és na mão
dos carrascos, mais livre que a luz do sol. A coroa de espinhos em tua
cabeça mais formosa e mais augusta que a coroa de Buhram, e o prego na palma
de tua mão é mais imponente que o cetro de Muchtary.
E as gotas de sangue que correm em teus pés são mais brilhantes que as joias
de Astarté.

Perdoa, pois, a esses fracos que se lamentam sobre ti, em vez de

se lamentarem sobre si mesmos.
Perdoa-lhes porque não sabem que venceste a morte pela morte, e deste vida
aos que estão nos túmulos.



Khalil Gibran
do livro Parábolas

Obs: este texto foi-me enviado por Helena Ramalho e transcrito
          De: Lourdes Cavalcanti



Escrito por maria claudete f.h.batista

27 março 2012

Claustrofobia



                                                   foto 1- Jardim de Pedras da Estética Laser



Ontem numa câmara  enclausurada.
Ontem  apreensiva e angustiada.
Apreensão pelo desconhecido...
Angustiada pela espera do inusitado.
Coração acelerado... Quando se pedia silêncio.
Contrações musculares involuntárias...
Quando se exigia ausência de movimentos.
Enfim gota a gota pelas veias...
Circula lentamente o agente marcador.
A câmara de fecha e começa a mover-se...
Precisão matemática... Giro fascinante.
Suor e medo misturam-se sem pudor.
A  respiração  antes ofegante...
Respiração agora  quase inaudível.
Uma sensação nunca d’antes vivida.
Descobre-se um ser claustrofóbico.
Antes temente da multidão...
Naquela situação temente da ausência.
Hoje despudoradamente temente da solidão.


Poema iniciado em 2006 concluído em 2012-03-27 por
Maria claudete

24 março 2012

Inundação na Alma...




Inunda-me Senhor...
Preciso de Ti neste dia.
O frio gélido da ausência ,
A incerteza da continuidade...
invadem-me o corpo físico 
pela dor...
Invadem-me a alma
pelo sofrimento.

Inunda-me Senhor...
Creio na Tua presença.

( Claudete)



16 março 2012

Se Eu Soubesse...

                           



obs: um bolo com duas velas simbólicas , um bolo com uma vela humana representando todo carinho e ternura  de um amigo da minha filha.

                             O Vias Percorridas completou três anos no dia 12/03, não poderia esquecer , entretanto como fiquei impossibilitada de acessar normalmente a internet, hoje em  respeito ao que acredito e ao que me propus desde o começo, não poderia deixar a data passar em branco.
                            Reafirmo: ter um Blog foi fundamental para meu crescimento interior e  forma de estabelecer novas interrelações de amizade . Quero com esta  poucas palavras dizer muito do que tudo isto representa, posso  ser minimalista no vernáculo , mas sinto-me grandiosa no carinho que tenho por todos que aqui passaram. Espero no próximo ano ainda estar aqui com vocês, compartilhando emoções, interagindo de forma positiva e navegando nesta estrada que me fascina ao  encontro da poesia , contos e crônicas  que somente enriquecem e mostram como somos um universo paralelo em expansão gradual e constante. 
                         O Vias Percorridas agradece refletindo:


                                                         Se Eu Soubesse....


               Quantos momentos na vida, se são possíveis contá-los, repetimos como um mantra esta frase-“se eu soubesse”... A questão é: alguma coisa teria mudado?
                Refletindo sobre isto, contemplando o instante que o presente proporciona e comparando com o passado vivido, não consigo encontrar respostas plausíveis para tão
claudicante frase, em todas as situações.
                 Naquelas em que a razão conseguiu sobrepor-se se justificou plenamente; em
outras em que buscou-se apenas uma justificativa   para  inércia  que tolhe a capacidade
de pensar e agir , caiu como uma luva.
                 Afinal somos o que pensamos o que fazemos ou meros marionetes movidos
por nossos  instintos de defesa e preservação de nós mesmos?
                 Despojar-se de si mesmo, esvaziar-se são recursos que aprendi há tempos atrás, em uma Oficina de Oração. O propósito era através da Oração de Elevação
encontrar a Paz e , estabelecer, uma perfeita harmonia  entre o ser físico e o ser espiritual. 
                 Por alguns instantes eu consegui, mas tive medo, sabem por quê?  Eu não
queria mais sair daquele momento de puro êxtase...
                 Eu precisava voltar ao mundo real onde o cotidiano com todas suas tintas e pincéis me esperava para produzir meus “quadros” e dar a eles as cores que me proporcionasse e aos outros prosseguir na caminhada.
                 Eu soube a partir daquela experiência que não caberia mais na minha vida o “se eu soubesse” como omissão, e sim afirmação racional justificada pelo impossível de ser feito, quando tudo se tentou.
                 Se eu soubesse não teria levado tantos anos para voltar a buscar esta alternativa de captar energia transformadora para a minha vida.
                 Agora eu sei!


escrito por Maria Claudete F.H Batista


p.s. publicado em 2008 no Blog da Claudete



04 março 2012

Interpretando um Olhar...

                             Comentário: A vida nos ensina que tudo é cíclico, entretanto  na maioria das vezes em que somos tomados por emoções que julgávamos serem únicas e que jamais se repetiriam , contestamos esta afirmativa.
                                                  Relendo postagens feitas há 05 anos no meu primeiro Blog vejo-me hoje tal e qual  naquele setembro de 2007 ,  talvez tenha amadurecido a narrativa ,mas o contexto é o mesmo, por esta razão republico o que me tocou e persiste.
                                                           Google Imagem





Não quero usar frases de efeito...
Como fugir do lugar comum...
se
O Alfabeto só  tem  23 letras...
se
As notas musicais são somente 7...
se
O ano tem  365 dias!

Como faço para, com poesia,
Interpretar o teu olhar?

Faltam-me letras...
Fogem-me as notas...
Os dias me sufocam.

Neste marasmo inquietante
Deixo-me levar como sonâmbula
Deleito-me em observar pela janela
Que
As nuvens contam  estórias...
Que
As folhas  sussurram palavras...
Que
O dia  se  despede  deixando o sol partir...
Que
A noite se veste  e a lua nos embriaga.

Não preciso mais de ti, oh! Letras...
Não preciso mais de ti, oh! Música..
Não preciso mais contar os dias.

Agora, sim, interpreto o teu olhar
Que é pura magia.

Por Maria Claudete em momento de reflexão.


28 fevereiro 2012

Hoje eu quero ser Poesia...

http://clodet.blog.uol.com.br/images/GetAttachment.jpg24/08/2007
.Publicado no Blog da Claudete

O dia amanhece...
Tudo parece caminhar....
 Mais um dia de rotina.
 Como será o dia de hoje?

Levanto da cama  e descubro...
Gente! Não senti dor na coluna
Gente! Caminho sem dificuldade
Como será o dia de hoje?

Outro dia, alguém aqui esteve.
Disse: “o amanhã já é ontem”.
Digo: -”o ontem é meu hoje”.
Como será o meu dia agora?

Nesse trocadilho incessante
Faço minhas descobertas
Faço minhas analogias
Como será o meu dia agora?


 No meu ontem, coisas boas aconteceram.
 Facilitados foram os caminhos do amanhã
 O amanhã se tornou  hoje
 Sem dor e caminhando.

 Eu e o Tempo.
 Eu e a minha consciência
 Eu e a Natureza
 Eu e o Deserto.

  Integrados seguimos caminhando
  Nesta simbiose encontrando
  Tempestades e Devaneios
   Multidões e Solidão.

   O meu hoje, o meu agora.
    Vivendo sem hipocrisia
    Porque quero ser poesia
    Flutuando neste dia.

Por Maria Claudete em momentos de reflexão.

17 fevereiro 2012

Deus e Os Meus...


                                                    O Recife /Ponte Duarte Coelho/Foto by Diana, 2010.
                                                       

Deus e Os Meus.

Quando a alegria de viver invade meu coração...
Compartilho com os meus.
Se   as  decepções superam as ilusões...
Entrego-as  a Deus.
Quando o fardo torna-se leve...
Soube dividi-lo com os meus.
Se  as palavras não fazem eco nos corações...
Procuro  em Deus saber as razões.
Quando consigo manter meu rumo...
É porque juntei forças com os meus.
Quando tudo parece  perdido ...
Encontro meu consolo em Deus.
Porque me amo, amo aos meus...
Porque me amo, amo a Deus.
Deus  que ama os Meus: Família,Amigos ,Comunidade...
Circulo gravitacional em torno de Deus.
Deus Tudo... Deus meu, meu Deus!
Nosso Deus, na Trindade...
Nosso Deus, na Unidade...
Nosso Deus, na Humanidade.

Escrito por Maria Claudete F.H.Batista

11 fevereiro 2012

Falando de Emoções...

                                                                       Cristo
                                                                Pôr do sol em Aracaju
                             Muitas décadas decorridas, muitas emoções vividas... Como as quantificamos somente o rolo compressor imposto por nosso viver  saberá nos dar a resposta.
                              Quando supomos que permanecerão, cada uma delas, individualizadas e guardadas nas gavetas da memória, basta um novo momento e lá estamos nós a estabelecer mensurações, que transitam velozmente fulminando nosso âmago e num relampejar ofuscante vem à tona e nos atordoam.
                                As emoções poderiam até serem agrupadas  numa mesma definição, mas convictamente jamais foram as mesmas...Algo muito forte quase me nocauteou, quem sabe a fragilidade que se insinua sutilmente, sem alarde, encontrou terreno fértil para neste campo minado , fazer-se sorrateira ,insidiosa  e cúmplice na artimanha de sabotar  minha saúde física e espiritual...
                                “Vigiar e orar constantemente” são o que procuro fazer, em todos os sentidos.
                                Por quê?
  Eis a questão.  Procurar a resposta dentro de mim, como? Se a matéria parecia levitar dissociada do meu espírito? O que me afligia eram as emoções passadas que supunha devidamente “zipadas”  e retornavam com intensidade  avassaladora.
                                  Fiquei  doente  e depressiva  , mas algo extraordinário aconteceu , com a mesma velocidade  reencontrei , num instante mágico de oração e superação,  o equilíbrio ouvindo  o que sempre soube e procurei por em prática na minha vida .
                                   Não se trata de procurar se enganar, apenas conviver com o que a realidade nos impõe sem se deixar contaminar.
                                  Pode ser comum para muitos, mas a  letra que consegui gravar e posto aqui,  foi um catalisador de  frutos bons a serem colhidos  e preservados.  Não foi ainda divulgado nos canais de Mídia de reprodução, mas a música é simplesmente tocante  e bela.
                                    Ouvi na Missa de Domingo dia 05/02/2012 às 14h na Canção Nova.
Os versos que me tocaram profundamente:

                                         Eu seguirei, eu irei aonde fores Senhor!


“Eu vou deixar-me guiar e abandonar-me  em teu querer.
Preciso fazer a tua vontade em minha vida.
Para onde eu irei?
 Em quem me apoiarei?
Eu seguirei,
Eu irei aonde fores Senhor!                                                                                                          
Tua graça me basta,
Teu amor me sustenta,
Tua graça me basta,
“Teu amor me sustenta.”

                           Em Deus sempre encontramos o Suporte e a Solução!


Escrito por Maria Claudete F.H.Batista

06 fevereiro 2012

Justificando a Ausência Prolongada

               Não deixei de blogar, apenas estou com uma tremenda virose que me deixa sem ânimo e com muitas dores no corpo, não é dengue,antes fosse pelo menos fugiria deste "diagnóstico" que serve para "explicar" o inexplicável.


                                  Beijo a todos. Espero voltar desta!

22 janeiro 2012

Oração Pessoal

 Deus de infinita Bondade
   Na tua imensa Sabedoria
       Fizeste-me ,pelo Batismo, Tua Filha
          Neste Dia entrego-me a Ti Senhor,
              Vela por mim , pelos Filhos que me deste...
                  Ouvi Senhor o meu clamor
                      Que chegue até Vós a minha prece!

20 janeiro 2012

Porque continuo Blogando.

                                    


                                     Bem pelo menos muita gente está deixando de blogar ou fazendo esporadicamente..Não sei , mas creio que  vários motivos levam a isto, entre vários  está a aceleração do tempo  , que parece aumentar a cada ano inversamente proporcional à capacidade que temos de organizar e planejar nossas atividades acompanhando pari-passo esta transformação.
                                   O tempo realmente é célere ou é o nosso desempenho que minimiza?
O que importa mesmo são os catalizadores que impulsionam nossa motivação. 
                                   Continuo blogando pelas mesmas razões:  contar para mim mesma fatos que  estavam esquecidos compulsoriamente na gaveta da memória, buscá-los , encará-los  fez-me um bem enorme; historiar momentos vividos , analisando-os e tentando compreender , também faz parte deste resgate de mim mesma.
                                   O prazer maior , que não estava inserido neste contexto como prioritário, materializou-se na medida em que contribuiu para amenizar o fardo , compartilhar situações existenciais com  outras pessoas que tiveram acesso  ao nosso espaço. 
                                   Na medida em que estas pessoas que entraram em contato conosco sentiram-se gratas pela ajuda, quero que saibam que o feedback estabelecido foi estimulante e enriquecedor.
                                   Uma coisa estou certa, o que escrevemos  se espalha numa proporção imensurável, portanto  temos o dever de sermos verdadeiros naquilo que postamos .
                                    Comentei recentemente num  Blog amigo , sobre a evasão de Blogueiros : "tudo depende do foco"- Continuo com o meu "diário", os dias podem estar contados , mas não para mim.
                                     Obrigada aqueles que  se motivaram para a conversão espiritual, para os que encontraram na meia idade outra forma de viver com poesia,  aos que encontraram uma maneira de resolver uma situação  bancária, até quem desconhecia qualidades de uma Bisavó , ao buscar na Net informações para Tese de Doutorado em Universidade Americana e aqui encontrou referências. 
                                     Tudo isto foi motivo de alegria em poder servir, quem me conhece pessoalmente sabe que este é meu foco principal na vida, tinha que  dividir com quem parece desmotivado para continuar blogando.


escrito por Maria Claudete F.H.Batista
                                    

06 janeiro 2012

Colóquio Interior


Foto arquivo pessoal

Qual a mudança... O que fomos ontem.
Qual a mudança... O que somos agora.
Na  calada da noite  fico à espreita.
O espaço d’antes vazio é preenchido...
Uma brisa morna  e envolvente  o invade.
Sou toda, por inteiro, possuída...
Sinto  a plenitude do amor incandescente
Inexistem  mágoas e rancores ...
Brumas do ontem lamurioso
Quedam-se diante do esplendoroso
Tudo é consumado e consumido.
É a Bondade que se escancara
Altaneira e soberana assuntando
O binômio corpo e alma ao etéreo.
Não há mais sofrimento...
Tão somente a “Indescritível leveza do Ser”.


 Escrito Por Maria Claudete F.H.Batista

citação : "A Indescritível Leveza do Ser ", analogia ao livro do Autor Milan Kundera

28 dezembro 2011

Um Círculo Que se fecha.




Vejo-me no centro de um círculo
O que seria mais coerente?
Ser a ponta do iceberg da vida...
Ser o extremo livre à espera que o ciclo se complete...
Ser simplesmente um elo da cadeia que se fecha...
O tempo , célere para os ávido.
O tempo, modorrento e lento para os sofridos.
Tento sair, mas sou prisioneira do que me cerca.
O sonho letárgico e embriagador me hipnotizam.
Ondas eletrizantes invasivas e permissivas me percorrem.
Tentáculos emergem do centro irradiado ...
São projeções sensitivas que despejam informações.
As conexões estabelecidas podem ser dolorosas ...
Os catalisadores das emoções assumem o controle.
Senhora de mim mesma deixo a cena central...
O círculo se fecha , o novo reinventa-se .
Mais um ano que se vai... Outro chega sem demora...
Nós passamos... O tempo é o mesmo, imutável nas circunstâncias
Soberano na coerência, intrigante na sabedoria e coerente na fantasia.
Nesta travessia te dou boas vindas e ofereço em corolário:
Tempo para percorrer com galhardia o que advir no Ano a seguir,
Para todos os amigos e visitantes.

                   Feliz Ano Novo!


 Escrito por Maria Claudete F.H.Batista

21 dezembro 2011

Sonho de Natal.



                   Natal ..”.nasceu Jesus , que bela sinfonia”
                              “cantam os Anjos em coro neste dia”
                                A melodia ecoava pela casa...
                                Corríamos com alegria  durante o dia.
                                O vestido de organdi costurado às pressas :
                                 As vezes azul, as vezes rosa , as vezes branco.
                                Não gostava muito , apesar de lindo ...
                                Chegava a tão esperada hora, a noite de Natal!
                                Primeiro  a lapinha, participava todos os anos,
                                 Anjinho de vestido azul e asas brancas.
                                 Sentada no  teto de palha  ou contrita em
                                  Torno da manjedoura onde estava um lindo
                                  Bebê representando Jesus.
                                 Assim permanecia  até  Meia Noite,
                                 Hora da Missa do Galo.
                                                           Estes momentos marcaram a minha infância.
 Ficaram  registrados  , incólumes, na minha memória  de forma indelével .
                                                             As comidas, os fogos, as brincadeiras,
Os presentes, tudo era motivo de felicidade, entretanto  algo maior tocava o meu coração
De criança, era o momento em que ouvia cantar o Glória que anunciava a alegria  pela chegada
Do menino Jesus. Deslumbrava-me o coro das vozes  que entoavam  a música.
                                                              O sonho de cantar em um Coral foi um anseio desde então, hoje consegui realizá-lo . É como se a magia do Natal que vivenciei tomasse forma e restaurasse todo o verdadeiro sentido da cristandade do renascer a cada ano, nesta certeza de que Jesus veio para nós e está sempre a nos lembrar nesta data da importância que é de torná-lo Senhor da nossa vida.
                                                             Deixo com vocês o meu sonho concretizado.

                                                                         FELIZ NATAL!

ESCRITO POR MARIA CLAUDETE

18 dezembro 2011

19 de Dezembro:para Sueli Benko.




Estas fotos registram alguns momentos em que você nos  cativou com sua presença. Toda familia
te parabeniza neste dia.                   

 Amigos... Qual a melhor definição? Já encontrei muitas, por incrível que possa parecer todas se equivalem, aparentemente, porque cada uma delas carrega dentro do contexto em que se inserem particularidades que fazem a distinção entre os protagonistas.
                   Como tem início uma amizade? Não importa a data, a relevância está determinada pelo etéreo que rege encontro de almas que se identificam.
                   A magia, entretanto, é canalizada através de elos, entre nós, Sueli, foi possível este vínculo através da Ana Luiza, como se fôssemos “irmãs” que por um “tempo” que não quantificamos, no nevoeiro do infinito estivéramos navegando na barca incandescente do Universo a espera do momento, do agora!
                   Minha amiga não procura explicação, apenas sei que não precisamos de palavras quando o “sensitivo” do mundo que habitamos interiormente estabelece a comunicação.  Este silêncio de almas que se entendem na alegria, na tristeza, na dor é partilha é solidariedade.
                    Gostaria muito de estar aí como querias, compartilhar com tua família e teus amigos este momento tão especial, mas sabe que não foi possível, oportunidades não faltarão. Deixo aqui registrado meu carinho, meu abraço, sobretudo agradecimento por tua existência.
                    Que esta nova etapa seja um corolário de realizações, que o Universo conspire sempre ao teu favor.
                      Amo-te, amiga! Feliz Aniversário!

Escrito por Maria Claudete F. H. Batista

                    
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