01 maio 2012
Eu Confesso...
Quando olho o universo
Sinto-me envolvida por sons
que Parecem chegar de algum lugar
Transpondo a barreira do tempo
Quiçá de dimensões que não consigo precisar
Envolvo-me totalmente na magia que transcende
Qualquer explicação poderia tirar-me do enlevo
Mergulho na profundidade intensa da musicalidade
Permeiam-me sensações eletrizantes
Já não sei quem sou se música que se insere em mim
Se eu que me desintegro na melodia suave do tempo.
Escrito por Maria Claudete 1/05/2012
20 abril 2012
Entrega Absoluta
"Recebei Senhor minha liberdade inteira.Recebei minha memória,minha inteligência e toda minha vontade.tudo o que tenho e possuo, de vós me veio;tudo vos devolvo e entrego sem reservaspara que a vossa vontade tudo governe.Dai-me somente vosso amore vossa graça e nada mais vos peço, pois já serei bastante rico."
Santo Inácio de Loyola.
Neste dia , Senhor, chegue até vós o clamor da
minha prece. ( claudete)
escrito por Maria Claudete F.H.Batista
14 abril 2012
Em Busca de Um Sonho.
Imagens do Google Imagem
Como toda criança
Um dia eu sonhei.
Sonhei grande.
Criança não tem limite...
Sonhos também não!
Nos meus sonhos
Construí castelos.
Reinava absoluta...
Nos meus sonhos
O príncipe tinha asas.
Não havia charretes,
Não havia cavalos,
Meu príncipe voava...
Tinha asas, não tinha pés!
Tinha asas, não tinha mãos!
Príncipe alado...
Sobrevoando altaneiro.
Ideado nos meus sonhos...
Plaina entre as nuvens.
Cada vez mais alto...
Cada vez mais distante.
Perdoa-me príncipe,
Como podes me achar
Se nunca conseguirás pousar?
escrito por Maria Claudete F.H.Batista
08 abril 2012
Páscoa em Nós!
Essa Luz é Claro que É Jesus!
Creio com muita Fé e Esperança na Ressurreição... de Jesus e nossa. Com Roberto Carlos , cantemos tudo isto.
Escrito por maria claudete
Creio com muita Fé e Esperança na Ressurreição... de Jesus e nossa. Com Roberto Carlos , cantemos tudo isto.
Escrito por maria claudete
06 abril 2012
Sexta Feira Santa
Comentário:
Sentimos em cada parágrafo todo contexto do que representava a Sexta Feira Santa, para Gibran Khalil Gibran, Célebre escritor libanês, nascido em Bicharre, 6 de janeiro de 1883 –Falecido em Nova Iorque, 10 de abril de 1931.
Foi um grande ensaísta e Pensador com vários livros publicados. O texto é longo, mas vale a leitura e reflexão do mesmo, por ser um texto atemporal, as nuances no contexto religioso, filosófico e por que não dizer político, encaixa-se e nos levam à introspecção e conjeturas sobre o mesmo.( maria claudete)
Hoje, e em cada sexta-feira Santa, a humanidade acorda de seu sono profundo
e, em pé ante as sombras do século, olha através das lágrimas o Monte
Gólgota para ver Jesus crucificado em sua cruz... Mas assim que o sol se
põe, a humanidade volta a ajoelhar-se perante os ídolos que se erguem sobre
todos os montes.
Hoje, guiados pela recordação, as almas dos cristãos dirigem-se de todos os
cantos do mundo às cercanias de Jerusalém para contemplar uma sombra coroada
de espinhos, que estende os braços até o infinito e penetra, através do véu
da morte, as profundidades da vida. Mas, mal as cortinas da noite tenham
descido sobre o palco do dia, os cristãos voltam a deitar-se à sombra do
esquecimento, embalados pela ignorância e a indolência.
Hoje, e em cada Sexta-Feira Santa, os filósofos abandonam suas grutas
escuras, os pensadores, seus eremitérios frios, e os poetas, seus vales de
quimeras,para se reunirem numa alta montanha e escutarem, calados e
reverentes, um jovem dizer de seus assassinos: "Pai, perdoa-lhes porque não
sabem o que fazem". Mas, mal a quietude tenha apagado os ruídos do dia, os filósofos, pensadores e poetas voltam a envolver suas almas nas mortalhas de livros gastos.
As mulheres distraídas pelo brilho da vida, apaixonadas por jóias e
vestidos, saem hoje de suas casas para ver a mulher dolorida, de pé frente à
cruz como uma árvore flexível frente às tempestades do inverno.
Os jovens e as jovens que se deixam levar pela corrente da vida sem saber
aonde vão, param hoje um instante para contemplar a Madalena Lavando com
suas lágrimas o sangue que mancha os pés do homem erguido entre a Terra e o
Céu. Mas, quando se cansam desse espetáculo, desviam os olhos e continuam
seu caminho entre risadas.
Num dia como este todos os anos, a humanidade acorda com o despertar da
primavera e chora pelos sofrimentos de Cristo; mas, depois, fecha os olhos e
se entrega a um sono profundo.
A humanidade é uma mulher que se deleita em se lamentar pelos heróis do
séculos. Se fosse homem, regozijar-se- ia pela sua grandeza e suas glórias.
A humanidade vê Jesus o Nazareno nascendo e vivendo como um pobre, ofendido
como um fraco, crucificado como um criminoso, e chora-o e lamenta-o. E é
tudo o que ela faz.
Desde há dezenove séculos, adoram a fraqueza na pessoa de Jesus, conquanto
Jesus fosse um forte. Mas eles não compreendem o sentido da verdadeira
força. Não viveu como um covarde, nem morreu sofrendo e queixando-se. Viveu
como um revolucionário, e foi crucificado como um rebelde, e morreu como um
herói.Não era Jesus um pássaro de asas partidas, mas uma tempestade violenta que
quebra, com sua força, todas as asas tortas.
Jesus não veio do além do horizonte azul para fazer da dor o símbolo da
vida, mas para fazer da vida o símbolo da verdade e da liberdade.
Jesus não receou seus perseguidores, e não temeu seus inimigos, e não sofreu
nas mãos de seus executores, mas era livre à face de todos audaciosos para
com a injustiça e a tirania: quando via tumores pútridos, puncionava-os;
quando ouvia o mal falar, impunha-lhe silêncio; quando encontrava a
hipocrisia, esmagava-a.
Jesus não desceu ao mundo da luz para destruir as nossas casas e, com suas
pedras construir conventos e eremitérios. Não veio para tirar os homens
fortes de suas ocupações e fazer deles monges e padres.
Mas veio para insuflar na atmosfera deste mundo uma alma nova e forte que
destrói, até as fundações, os tronos elevados sobre os crânios e desmantela
os palácios erguidos sobre os túmulos, e derruba os ídolos impostos aos
espíritos fracos e humildes.
Jesus não veio ensinar os homens a elevar igrejas suntuosas ao lado de
casebres miseráveis e de habitações frias e escuras, mas veio para fazer do
coração do homem um templo, e de sua alma um altar, e de sua mente um
sacerdote.
Eis o que Jesus o Nazareno fez, e eis os princípios que pregou e pelos quais
se deixou crucificar por sua própria vontade. E se os homens fossem mais
penetrantes, celebrariam a data de hoje com alegria, e risos e canções de
vitória e de triunfo.
E tu, gigante crucificado, que olhas do alto do Gólgota as caravanas dos
séculos; que ouves o barulho dos povos, que compreendes os sonhos da
eternidade, tu és, sobre tua cruz manchada de sangue, mais majestoso e mais
soberbo que mil reis com mil tronos e mil reinos. E tu és, entre a agonia e
a morte, mais poderoso e mais temível que mil generais com mil exércitos e
mil troféus.
Tu és, na tua melancolia, mais alegre que a primavera com suas flores. Tu
és, nas tuas dores, mais sereno que os anjos em seu paraíso. Tu és na mão
dos carrascos, mais livre que a luz do sol. A coroa de espinhos em tua
cabeça mais formosa e mais augusta que a coroa de Buhram, e o prego na palma
de tua mão é mais imponente que o cetro de Muchtary.
E as gotas de sangue que correm em teus pés são mais brilhantes que as joias
de Astarté.
Perdoa, pois, a esses fracos que se lamentam sobre ti, em vez de
se lamentarem sobre si mesmos.
Perdoa-lhes porque não sabem que venceste a morte pela morte, e deste vida
aos que estão nos túmulos.
Khalil Gibran
do livro Parábolas
Obs: este texto foi-me enviado por Helena Ramalho e transcrito
De: Lourdes Cavalcanti
Escrito por maria claudete f.h.batista
27 março 2012
Claustrofobia
Ontem numa câmara enclausurada.
Ontem apreensiva e angustiada.
Apreensão pelo desconhecido...
Angustiada pela espera do inusitado.
Coração acelerado... Quando se pedia silêncio.
Contrações musculares involuntárias...
Quando se exigia ausência de movimentos.
Enfim gota a gota pelas veias...
Circula lentamente o agente marcador.
A câmara de fecha e começa a mover-se...
Precisão matemática... Giro fascinante.
Suor e medo misturam-se sem pudor.
A respiração antes ofegante...
Respiração agora quase inaudível.
Uma sensação nunca d’antes vivida.
Descobre-se um ser claustrofóbico.
Antes temente da multidão...
Naquela situação temente da ausência.
Hoje despudoradamente temente da solidão.
Poema iniciado em 2006 concluído em 2012-03-27 por
Maria claudete
24 março 2012
Inundação na Alma...
Inunda-me Senhor...
Preciso de Ti neste dia.
O frio gélido da ausência ,
A incerteza da continuidade...
invadem-me o corpo físico
pela dor...
Invadem-me a alma
pelo sofrimento.
Inunda-me Senhor...
Creio na Tua presença.
( Claudete)
16 março 2012
Se Eu Soubesse...
obs: um bolo com duas velas simbólicas , um bolo com uma vela humana representando todo carinho e ternura de um amigo da minha filha.
Reafirmo: ter um Blog foi fundamental para meu crescimento interior e forma de estabelecer novas interrelações de amizade . Quero com esta poucas palavras dizer muito do que tudo isto representa, posso ser minimalista no vernáculo , mas sinto-me grandiosa no carinho que tenho por todos que aqui passaram. Espero no próximo ano ainda estar aqui com vocês, compartilhando emoções, interagindo de forma positiva e navegando nesta estrada que me fascina ao encontro da poesia , contos e crônicas que somente enriquecem e mostram como somos um universo paralelo em expansão gradual e constante.
O Vias Percorridas agradece refletindo:
Se Eu Soubesse....
Quantos momentos na vida, se são possíveis contá-los, repetimos como um mantra esta frase-“se eu soubesse”... A questão é: alguma coisa teria mudado?
Refletindo sobre isto, contemplando o instante que o presente proporciona e comparando com o passado vivido, não consigo encontrar respostas plausíveis para tão
claudicante frase, em todas as situações.
Naquelas em que a razão conseguiu sobrepor-se se justificou plenamente; em
outras em que buscou-se apenas uma justificativa para inércia que tolhe a capacidade
de pensar e agir , caiu como uma luva.
Afinal somos o que pensamos o que fazemos ou meros marionetes movidos
por nossos instintos de defesa e preservação de nós mesmos?
Despojar-se de si mesmo, esvaziar-se são recursos que aprendi há tempos atrás, em uma Oficina de Oração. O propósito era através da Oração de Elevação
encontrar a Paz e , estabelecer, uma perfeita harmonia entre o ser físico e o ser espiritual.
Por alguns instantes eu consegui, mas tive medo, sabem por quê? Eu não
queria mais sair daquele momento de puro êxtase...
Eu precisava voltar ao mundo real onde o cotidiano com todas suas tintas e pincéis me esperava para produzir meus “quadros” e dar a eles as cores que me proporcionasse e aos outros prosseguir na caminhada.
Eu soube a partir daquela experiência que não caberia mais na minha vida o “se eu soubesse” como omissão, e sim afirmação racional justificada pelo impossível de ser feito, quando tudo se tentou.
Se eu soubesse não teria levado tantos anos para voltar a buscar esta alternativa de captar energia transformadora para a minha vida.
Agora eu sei!
escrito por Maria Claudete F.H Batista
p.s. publicado em 2008 no Blog da Claudete
escrito por Maria Claudete F.H Batista
p.s. publicado em 2008 no Blog da Claudete
04 março 2012
Interpretando um Olhar...
Comentário: A vida nos ensina que tudo é cíclico, entretanto na maioria das vezes em que somos tomados por emoções que julgávamos serem únicas e que jamais se repetiriam , contestamos esta afirmativa.
Relendo postagens feitas há 05 anos no meu primeiro Blog vejo-me hoje tal e qual naquele setembro de 2007 , talvez tenha amadurecido a narrativa ,mas o contexto é o mesmo, por esta razão republico o que me tocou e persiste.
Google Imagem
Relendo postagens feitas há 05 anos no meu primeiro Blog vejo-me hoje tal e qual naquele setembro de 2007 , talvez tenha amadurecido a narrativa ,mas o contexto é o mesmo, por esta razão republico o que me tocou e persiste.
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Não quero usar frases de efeito...
Como fugir do lugar comum...
se
O Alfabeto só tem 23 letras...
se
As notas musicais são somente 7...
se
O ano tem 365 dias!
Como faço para, com poesia,
Interpretar o teu olhar?
Faltam-me letras...
Fogem-me as notas...
Os dias me sufocam.
Neste marasmo inquietante
Deixo-me levar como sonâmbula
Deleito-me em observar pela janela
Que
As nuvens contam estórias...
Que
As folhas sussurram palavras...
Que
O dia se despede deixando o sol partir...
Que
A noite se veste e a lua nos embriaga.
Não preciso mais de ti, oh! Letras...
Não preciso mais de ti, oh! Música..
Não preciso mais contar os dias.
Agora, sim, interpreto o teu olhar
Que é pura magia.
Por Maria Claudete em momento de reflexão.
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