Pode parecer incrível para vocês ,mas a 200 km de onde moro até à cidade de Pesqueira onde estivemos neste final de semana deparei-me com este castelo erguido em meio à construções modernas , que beira ao realismo fantástico, em pleno agreste nordestino.
Pelo que nos foi contado pelo guia local a origem deste monumento é uma homenagem do proprietário à memória de sua esposa falecida no desastre , do qual ele saiu com vida. É , no mínimo, inusitada a demonstração de amor eterno ...Encastelar o amor num encantamento infinito. O castelo destaca suas torres suntuosas e garbosas no céu Pesqueirense. Quantas coisas desconhecemos e tão próximas ...
Durante a viagem de volta , pensando nisto escrevi este poema:
A vida e suas estradas...
Pelas estradas seguimos
Caminhos abertos...
Curvas fechadas.
Velocidade rápida...
Quando jóvem os pés.
Velocidade média...
Quando lentos os pés.
Pelas estradas seguimos...
Caminhos abertos...
Curvas fechadas.
Contrariando os propósitos...
Velocidade acelerada.
Os pés, não limitados pelo tempo...
Os pés... flutuando sem pesares.
Carregando o corpo leve ...
Navegando no espaço infinito.
Impulsionado pelo sopro do vento...
Singrando pelos vales e sombras.
Transpondo com galhardia ...
A barreira do tempo.
Autoria maria claudete f.h.batista
13 junho 2011
30 maio 2011
A Escolha É Nossa!
"Por isso... quando sinto que estou prestes a renascer agradeço e me entrego por inteiro porque sei que além daquele lugar onde o túnel é mais apertado e mais difícil de passar está me esperando a Luz de um novo amanhecer... e lá não existem as limitações do casulo que me impediam de voar com as asas azuis de uma borboleta que descobriu que era muito mais do que uma lagarta..."
( Enviado por Annete em 2009)
Sempre que estamos a ponderar sobre o que está submersos em nós, as reações dos que estão ao nosso redor são as mais variadas. Entretanto, a uníssona é “- bola pra frente”.
A vida é um jogo? Resumimos simploriamente toda nossa vivência ao acaso?
“bola pra frente” , sim, desde que possamos, como a borboleta , sair dos limites prisionais e nos redescobrirmos por inteiro .
O foco sobrepuja o acaso, as interferências são inevitáveis, mas nos proporcionam fazer escolhas que nos direcionem para opções corretas na vida.
Continuar lagarta ou ser borboleta depende exclusivamente de nós.
Escrito por Maria Claudete
24 maio 2011
Claudicando...
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| Eu e o Palhaço...No túnel do tempo... |
Um misto de ternura e bondade me invade...
Na porta entreaberta pelo vento uma sombra.
Sombra lenta e claudicante...
Claudicante como os passos de uma criança.
Criança que se perdeu no tempo passado...
Passado que se torna agora presente
Nos anseios infinitos de uma busca incoerente.
Por onde andam as ilusões perdidas?
Como trazê-las ao agora e torná-las vicejantes?
Debato-me na própria imagem vislumbrada...
Reflexo do que parecia ser naquele instante...
Um ser a claudicar ao sabor do vento e do tempo.
Texto da Autoria de Maria Claudete F.H.Batista
Plágio é Crime!
17 maio 2011
Um Amor e o Perfume...
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| "Não sei se a ponte ainda existe...não sei se é a mesma da minha adolescência , mas sei que armazenei muitos sonhos nesta travessia. " |
O modo como ele olhou-a pela primeira vez deu-lhe arrepios...Medo?
Começava assim uma história que parecia de amor entre duas criaturas que acabavam de se conhecer.
Era uma tarde de São João.
Eram seis horas da noite... Nas pequenas casas do lugarejo o chefe da
Família acendia suas fogueiras.
Era uma tradição. Esperar que a fogueira
Queimasse em fortes labaredas era indicativo de que todos da casa estariam vivos no próximo ano.
O moço não era daquele lugar, estava de passagem por lá. Era alto, loiro, de olhos azuis, seu nome era engraçado, Benjamim.
Era um fazendeiro bem sucedido, possuía também uma frota de caminhões Mercedes Benz. Um bom partido para uma mocinha do interior. Veio para causar disputa entre as meninas e hostilidade entre os rapazes.
Beja era assim que todas o chamavam tornou-se a sensação do momento, hospedava-se no pequeno Hotel , por dois ou três dias e retornava a cada 15 dias.
Quem seria a felizarda a namorá-lo? Era o assunto do dia. ELe escolheu a mais recatada , para surpresa de todos. Foi educado e cavalheiro pediu aos pais da moça para namorá-la em casa.
A mocinha encantou-se, tinha apenas 17 anos e ele 37. Deixou-se levar pela vaidade, gostava de ser cortejada, da delicadeza dele que mal a tocava parecia que ela era de porcelana ...
Meses depois ele rouba-lhe um beijo na boca e pede para ser seu noivo e marcar a data do casamento ...Tudo muito rápido .
Era como se de repente a cegueira involuntária tivesse sido desfeita ...Ela disse não para desgosto da sua família.
Para ela o beijo a “desencantou” trouxe-lhe de volta ao mundo que queria para si, diferente daquele oferecido. Ele se foi, triste abatido e decepcionado. Pouco tempo depois se soube que havia reatado um noivado antigo e casado.
Dele restou apenas a lembrança do perfume que usava –Bois Blanc- Muitos anos depois o reencontro, ela não o reconheceu, ele sim. Apenas lembrava-se daquele cheiro... Soube naquele dia que ele a amava e que nunca a havia esquecido.
Ela não soube o que dizer, no seu íntimo tinha apenas uma certeza pelo menos nesta vida havia despertado um amor puro e desinteressado em alguém .
Nunca mais se encontraram apenas o perfume de Bois Blanc continuou parado no ar...
Escrito por Maria Claudete
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