11 dezembro 2010

Escola Internacional de Aldeia e o Pastoril das Mães.


Da esquerda para a direita sou a número 4, perto da pastora sentada. Foto tirada antes da apresentação  do Pastoril.
                              

Se há uma coisa que nos põe pra frente é metabolizar o que nos ocorreu de desagradável em alguma época da nossa vida e...Seguir adiante.
Que me perdoem os que não mexem no seu Baú de Recordações... Mas eu curto! Por estes dias passados meu coração delicado, rs , andou estressando com alguns acontecimentos desagradáveis, mas já está recuperado. Abri minha caixinha de memórias fotográficas e bingo! Revivi momentos felizes em que pagar mico não passava pela minha cabecinha.
Encontrei uma foto do grupo de Senhoras-Mães de alunos da Escola Internacional de Aldeia (EIA), na época em que dançávamos Pastoril Profano ( nem tanto).
Nos idos de 90 até 2004 , se me lembro , fazíamos o encerramento do segundo semestre letivo, após apresentação dos alunos. Era uma alegria e felicidade só. Eu dançava no Cordão Azul e sempre a Contra-Mestra era a Dione , que substituí algumas vezes. A animação cedia lugar a qualquer possibilidade de tristeza. Era tanta ,que até dançávamos em algumas festas privê como atração principal!
Sentíamo-nos todas à vontade, porque não havia rivalidade perniciosa com o Cordão Encarnado...Éramos uma verdadeira família com o objetivo de complementando a Educação que nossos filhos recebiam na Escola, torná-los menos inibidos e aptos a viver em sociedade pacificamente. Havia torcida calorosa durante as apresentações . O momento culminante era quando as pastoras, a cigana, a Diana e o palhaço, com o conjunto musical regido pelo Mestre Tena entoavam as músicas: Bandeira Branca, Um Pequenino grão de Areia ( não se é este o nome) e a platéia cantando junto ia ao delírio!
Lembro que nos bastidores do palco erguido na Escola o esposo de uma das pastoras do Cordão Azul nos "abastecia", sem exageros , de vinho branco Moscato Canelli. Éramos felizes e sabíamos ...Mas a nossa festa terminou, nem sei porque, provavelmente devido ao crescimento dos filhos, mudança de Escola , algumas mães iam se afastando e outras não quiseram mais dar continuidade ao projeto, rs, o lado bom é que ficou a saudade dos tempos bons vividos.
A Escola Internacional de Aldeia estará sempre na memória de nossos filhos e na nossa também.


Escrito por Maria Claudete



02 dezembro 2010

Anônimos Cruzando Nossos Caminhos...


Sou Cristã acima de tudo, portanto uma pessoa aberta a qualquer situação em que, creio firmemente, Deus esteja presente.


Como toda pessoa consciente de que a caminhada no processo de cristalização da Fé está envolvido por várias nuances e circunstâncias aprendi, ao longo da vida, tentar “escutar” os recados que me são dados , por acontecimentos, por frases soltas, por pessoas que cruzam meu caminho.


Como pode alguém que não me conhece, que nunca me viu, pelo menos que eu notasse que era observado, descrever o “meu momento”, sem interesse algum senão o de apenas ser útil e reforçar o meu propósito mental quando saí de casa hoje pela manhã?


Pois bem, aconteceu comigo. Ouvi deste “anônimo”, lógico, do qual nem sei o nome , o que nas minhas aflições Deus queria dizer para mim. Soa incrédulo, tem explicações psicológicas, interpretações mais variadas, mas serviu de bússola que veio apenas ratificar minhas intenções. Tenho agora mais certeza do que nunca, qual o melhor caminho a seguir.


Para mim Deus é toda esta Energia que rege o Universo. Nós, seus filhos, criados à sua imagem e semelhança, somos irradiados por esta força, por esta Luz! Alguns desde cedo captam, trabalham e distribuem através da prática do Bem, da Caridade, da Instrução ,da Cura , do Serviço , este dom que todos recebemos , sem distinção de Raça , Credo e Condição Econômica.


Nem sempre seguimos a trilha... Na medida em que os “sinais” estão ali presentes e somos resistentes em percebê-los, quer seja por medo, quer seja por podermos ser alijados pelos que nos cercam, nossas forças vão sendo minadas...Captamos , armazenamos indiscriminadamente energias e se não distribuímos devidamente , nosso corpo físico adoece.


Não quero mais ser uma pessoa “Doente”, vou aprender a delegar responsabilidades, desobrigar-me de coisas que podem ser feitas pelos outros e dedicar-me a distribuir o dom que Deus me concedeu , sem medo de ser feliz ou ferir susceptibilidades.


Escrever sobre isto já foi um primeiro passo libertário e de comprometimento.Que eu persiga a Humildade nesta minha nova trajetória.






Escrito por Maria Claudete









26 novembro 2010

Afastando a Solidão


Afastando a Solidão

                Que saudade de Bienvenido Granda...Lembro do meu pai que o admirava,cresci ouvindo suas músicas.(claudete)
 

Pode parecer solidão sem fim
Pode ser... Quem sabe...
O coração apaixonado será sempre um...
Duvida? Quem sabe...
Basta uma noite de luar...
Simplesmente olhar o céu...
Vislumbrar uma noite caliente...
Seduzir-se pelo silêncio ...
Ouvir apenas... Solamente seu respirar ofegante.
Banhar-se pelas ondas emergentes e sensuais.
Na urgência premente mergulhar na imensidão.
Não é mais a noite... É o mar aberto da paixão...
Agora a libertar quem habitava a solidão.


Escrito por Maria Claudete

23 novembro 2010

Fatalidade


Fatalidade

 
Olho através das janelas da casa
o que os olhos do corpo me permitem enxergar...
A imensidão do horizonte descortina-se diante de mim.
Escuto o silêncio cortado pelo sibilar uníssono de algumas árvores
Que balançam em cadência os seus galhos...
Ouço com atenção o canto dos pássaros...
Parecem orquestrados...
Parece um louvor...
Misto de tristeza e melancolia.
Na ebulição dos meus pensamentos...
Na concentração das minhas emoções contidas...
Olho agora através das janelas de minh'alma .
Sinto a dor imensa dos que choram...
A perda do que gerou para uma vida.
A perda do que foi construído para muitas vidas.
Um grito dentro de mim...
Ecoa e quer se fazer estrondoso...
Por quê? Ó Deus!
São dores diferentes ...
São laços que antes unidos e coesos
Parecem se desfazer...
O Tempo se encarregará de tudo.
O silêncio me invade...
A paz me absorve...
Ó Deus , sede misericordioso
Daí a eles a Tua Paz!

Escrito por Maria Claudete

 

 

 

 

 
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