12 março 2010

Feliz Aniversário!






Fotos Google Imagem
Quero Ter o Prazer de Festejar com Vocês Na minha Festa de Um Ano.
Que outros Anos Venham com Muita Interação
Entre Nós!





















Hoje este espaço completa um ano de vida... Surgiu da necessidade que eu sentia de liberar o que estava estagnado dentro de mim. Creio que o Vias percorridas está





desempenhando bem o seu papel libertário. Fiel às buscas através de "pistas" indutoras, exatamente hoje, encontrei nos meus guardados o livro de poesias ( Traços, 1981) de um ex-aluno , também Poeta e artista plástico, Osvaldo Pinheiro de Lira.





Transcrevo a Introdução do livro , que resume o quero expressar nesta data.





"Escrevo diante da estrada. Nela os "Traços" se confundem por vezes com a paisagem árida.





A poesia não é um oásis sob o sol do deserto, na estrada. É uma realidade tão árida quanto a





Própria estrada. Árida, pois que se veste para corromper o sol e combater o chão, mas que junto à estrada, integrada na paisagem forma um caminho a se seguir, sem o qual o homem





Imbússolo, torna-se apenas um viajante" ( Osvaldo Pinheiro de Lira).





Perdi o contato com Osvaldo, se for possível, gostaria de ter notícias





dele. Resgato esta passagem , recordando bons momentos vividos no convívio universitário





testemunhando alguns "Traços" que ao caminhar tatuava sua marca na estrada .





Sinto-me feliz pelos amigos que vieram do Blog da Claudete e por outros que aqui chegaram. Mesmo com as inovações do universo virtual em relação às redes sociais , serei sempre fiel à dinâmica do Blog. Gosto da forma de comunicação e interação. Enquanto





For possível estarei sempre aqui percorrendo minha estrada.










Escrito por Maria Claudete











10 março 2010

Resgatando um Momento Vivido...


 


 

No interior em que cresci e vivi durante 20 anos, a comunidade era tão pequena que se sabia tudo da vida um do outro. Bom acredito que todas eram assim...

Era comum as moças de mais idade "olharem" as crianças e adolescente menores, quando os pais ou parentes mais próximos se ausentavam.

Na nossa família uma amiga íntima desempenhava este papel: era gentil, atenciosa, servil, mas sabia também ser "durona" quando necessário. Lembro bem seu nome, seu jeito, seu carinho por mim e minha Irma mais nova.

Soube que continua solteira e agregada a outra família que a trata

Com muito carinho. Deve estar com seus 75 anos ou mais. Que eu saiba ela nunca teve um na

morado ou pretendente . Talvez fosse este o motivo dela sempre dar uma de alcoviteira das

meninas que ela via crescer e tornar-se adolescente ou moças para casar. Foi assim comigo...

Hoje percebo que na verdade ela tentava realizar-se através de

cada uma de nós. Formou-se Professora Primária e passou a lecionar em duas Escolas .

Ela tinha uma particularidade que entendo agora como uma forma de compensar a sua insegurança afetiva... Quando gostava de alguém cobria aquela pessoa de presentes caros , independente da receptividade ou não. Quando cismava..Sai de baixo! Não adiantava conselhos de ninguém.

Ouvi muitas vezes minha mãe e minha Tia comentarem sobre isto. Um dia , soube que ela estava de "olho" num solteirão do lugar. Ele tinha um ar de bobalhão ,mas trabalhador e até simpático e sorridente. Era uma comédia , agora éramos nós que tentávamos engatar o namoro. Éramos garotas na faixa de 13 e 14anos, cheias de "gás"

Com a corda toda.

Acontece que descobrimos que o "cara" era quase analfabeto,

Afinal ela já era uma Professora. Foi engraçada a forma como se deu a descoberta. Chegamos

Até a figura e perguntamos:-" Olha fulano você quer namorar sicrana?" Ele respondeu:

"Ela quizendo e eu quizendo é fácil eu vou"- Hilário ! esta frase nunca saiu da minha cabeça ,.

Incorporei ao meu vocabulário quando quero dizer que estou

na dúvida. Como ultimamente ando cheia de incertezas uso a expressão para tira meu corpo fora. Nem preciso dizer que a gargalhada é geral , todos querem saber o por quê. Claro que faço supense. Agora vocês sabem! Mas nossa amiga nunca soube desta tentativa frustada.

Será que erramos?


 


 

 

03 março 2010

Cruzando A Avenida


 

Caminhando lentamente cruzo a avenida...

No meio da multidão procuro sentir o seu ruído...

Passos acelerados, passos lentos...

Vozes alteradas, vozes sussurantes...

Corpos frenéticos, corpos ofegantes...

Crianças de colo, crianças segurando a mão de alguém...

Namorados abraçados, idosos que se protegem...

Desperta-me o barulho do semáforo...

Tempo esgotado ,terminou a passagem...

Do outro lado da avenida não sigo meu curso

Paro, espreito a minha volta a nova multidão que surge

A cena se repete, agora no sentido inverso...

Uma sensação de inquietação me invade...

Onde está o silêncio?

Percebo que a urgência faz a corrida...

Que a corrida leva a algum lugar...

Que amanhã a avenida será cruzada novamente...

Inerte, mas servil...

Inerte, mas sensível ...

Inerte , mas testemunho...

A avenida continuará cumprindo o seu papel...

Inerte e alheia ao burburinho da multidão.

Nela está o silêncio que busco.

Identifico-me nesta avenida.

Retomo meu destino .


 

Escrito por maria claudete


 


 

 

26 fevereiro 2010

Calor e Sedução...


Noite tempestuosa

Mar interior em alta


Noite assombrada

Mar interior revoltoso


Madrugada sonolenta

Manhã modorrenta


Dia super quente

A indolência se apresenta


Pensamentos e Ações

caminhando mansamente


Perde o homem

A paciência e a razão


Ganha a mulher

o jogo da Sedução.



escrito por Maria Claudete








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