Um certo Dia de São João...

No lugar onde vivi minha infância e parte da juventude sempre tinhamos festejos de São João. Participei intensamente de tudo que se referia a folguedos juninos, exceto no que se referia a brincar com fogos de artíficios, era terminantemente proíbido lá em casa, o máximo permitido era acender "chuvinhas ", estrelinhas" e "traques"( este fediam demais!!!).
Era muito bom... Começava pelos quitutes na festa de encerramento do semestre letivo no Grupo Escolar Tobias Barreto , onde eram servidos fartamente quindins,maria-mole,canjicas, pamonhas, milho cozido, milho assado, pé-de-moleque, bolo de macacheira, tapioca de côco, sarapatel, cachorro-quente e muito suco de frutas entre muitas outras iguarias.
O ápice da festa ocorria com o casamento matuto. Lembro de um detalhe que beira a surperstição, tão comum entre os interioranos de antigamente. Devia ter uns 17 anos e namorava pela primeira vez. Fui escolhida para ser a "noiva " da quadrilha. Minha melhor amiga havia casado recentemente, tínhamos as mesmas medidas, bom, o vestido de noiva dela estava perfeito, isto me encantou!
As fofoqueiras de plantão me avisaram:- Olha se você usar este vestido e for vista pelo seu namorado , não vai casar com êle e também se casar não será mais vestida de noiva!
Pois bem o namoradinho estava na primeira fila ! Verdade ou mentira o namoro desunerou feito maionese e a "profecia" se cumpriu: não casei vestida de noiva na vida real.
Sempre que me perguntam por que não tenho álbum de fotos de casamento, não deixo por menos, mostro as fotos vestindo um conjunto de saia e casaco vermelho com um spencer de listras azul e branco caminhando na rua , numa algazarra total com os padrinhos, colegas da Universidade , em direção ao Cartório .
Foi muito engraçado o que aconteceu naquele dia , ao chegarmos ao Cartório em meio a todos aqueles casais que estavam aguardando a chegada do Juiz, estávamos na metade do mês de Dezembro, prestes do recesso , daí a "multidão"; de repente surgiu um ex-aluno que trabalhava no Fórum e estava organizando os casais para adentrarem ao recinto onde seria feita a cerimônia coletiva -a famosa roda_ Êle falou : "minha professora? mas não vai casar mesmo nesta roda, espere aí, entrou falou com o Juiz e nos levou para uma sala especial e reservada onde assinamos os documentos ".
Não lembro mais o nome do ex-aluno, mas foi hilário, pois me lembrava fortemente o meu "casamento matuto" num certo Dia de São João, armazenado nas lembranças da minha juventude, cheio de improvisos e brincadeiras.
Talvez porisso o São João tenha uma conotação tão romanesca e folclórica na minha vida.

escrito por maria claudete

3 comentários:

O Sabor da Hortelã participou com o comentário número:

Adoro seu blog
esuas recordações!
querida dei uma sumida por causa do trabalho, mas voltei e espero sua visita

bju sabor Hortelã

Majoli participou com o comentário número:

Ando tão saudosista esses dias, saudades do mês de junho quando ainda tinha meu amado papai, das quadrilhas, do São João.
Muito bom saber mais um cadim de você minha amiga.
Beijos no coração.

Faninha participou com o comentário número:

Oláaaaa, recebii dois selinhos, que eu teria que repassar para aqueles blogs que eu gosto e sempre que posso,, dou a aquela visitinhaaa!
e eu num podia dexar minah maãezona da net de fora née?


reservei um pra vc lá!
espero que gosteee
bjiim da Faninha

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