São, exatamente, 16h42min de uma bela tarde vislumbrada através dos janelões, que circundam toda a sala onde estou, diante da tela do computador.
Estou me sentido descansada, calma e por que não dizer? Feliz!
Olho para fora e fico extasiada, como se fosse a primeira vez.
No céu, nuvens, ainda refletindo a claridade do sol que já está declinando no horizonte, se alternam com outras sombreadas, levemente escurecidas.
O contraste do verde da mata atlântica, com a linha do horizonte
é tão intenso e majestoso, que esqueço que estou no Nordeste , a poucos quilômetros do tórrido e seco sertão nordestino.
Não vou deixar que “nuvens escuras “ boicotem este meu instante!
Fico a pensar, como a resolução de pequenas coisas, colocadas em seus devidos lugares, podem nos deixar leve, livre e solto.
A organização, sem extremismo, o respeito ao limite do outro, o silêncio quando a palavra não se faz necessária, a escuta do chamado, a resposta pertinente, a solução dos problemas adiados, o sentir-se útil, entre tantas outras variantes, transitaram ordenadamente no meu dia de hoje.
Nesta caminhada a estrada fica mais aberta, menos pedregosa e com menos arbustos daninhos, então se descobre que é tendo sensibilidade para derrubar os obstáculos interpostos, que ocorre a abertura de espaços, para continuar o mágico desafio de viver! E viver plenamente.
Olhando a Natureza, vejo Deus, parece pouco o que escrevi, mas já são exatamente 17h32min , é o milagre do tempo que corre associado à meditação da beleza que contemplo.
Meus olhos físicos são os mesmos, mas os olhos da alma seguiram
a pureza das intenções contidas na razão .
Só assim enxergamos o belo!
(Escrito por Maria Claudete , em momento de reflexão)
OBS: A casinha ao alto é de onde vislumbro o horizonte.
obs: esta postagem foi feita por mim no Blog da Claudete em 27 de janeiro de 2008. Após três (3) anos vejo que meus sentimentos e aspirações continuam os mesmos, graças a Deus!















