30 agosto 2009


Ao postar esta poesia de um amigo querido quiz partilhar com os que aqui passarem este retrato reproduzido com tanta fidelidade . Diz tudo do momento vivido o qual muitos poderão ter vivenciado sem a consciência do aprendizado que o mesmo encerra.
Ivo , te parabenizo, pela ousadia e coragem de expor de forma poética e concreta esta via percorrida. ( Claudete)






A RUA

Meus pés e minhas procuras

Levados por sentimentos insanos

Abandonaram a razão

Deixando-me nessa rua escura.

A rua produz ruídos ensurdecedores

E minha voz não está neles.

A rua carrega pessoas enlouquecidas

Mas não estou no meio delas.

O que a gente faz quando caminha

Uma vida inteira por labirintos

E encontra seu cantinho habitado?

Não quero a piedade das sombras

Nem dos olhos que se desviam

Quando me vêem ao relento.

Contento em saber que a rua é larga

E todos caminhos seguem em frente.

Existir já é um prêmio e tanto.

(Ivo Cruz) (24/08/09)


postado por Maria Claudete

24 agosto 2009

Observo e Confesso





Observo que:

O dia chegou

O sol veio com ele

As nuvens são brancas

O céu é azul

Tudo parece igual

Minha alma exulta

Meu corpo responde

Ontem obscuro e manipulador

Hoje diáfano e inquiridor.

Confesso que:

Quero ver com os olhos da razão

Quero a convicção dos puros

Quero aquecer meu coração

Preciso expurgar a solidão.

Escrito por Maria Claudete



19 agosto 2009

Escutando O Silêncio

Escutando o Silêncio

Escutando meu Silêncio

Sinto a fragilidade do meu ser.

Escutando meu silencio

Sinto o pulsar do meu viver.

Escutando meu silêncio

Reconstituo o que me resta.

Escutando meu silêncio

Sinto como poder.

Escutando meu silêncio

Levito no plasma.

Escutando meu silêncio

Penetro e me expando.

Escutando meu silêncio

Transformo a latência .

Escutando o meu silêncio

Recupero a vitalidade do meu ser.

15 agosto 2009

Plante seu Jardim e Decore Sua Alma ( W.Shakespeare)

Passamos muito tempo da nossa vida responsabilizando os outros pelas coisas negativas ou desagradáveis que nos acontece. Por comodismo

ou realmente por inocência vamos “empurrando com a barriga” e fazendo de conta que somos perfeitos ou mais ou menos bons e que a culpa nunca é nossa.

O outro? Ah, este sim é o “calo do nosso sapato”, é o “olho gordo” que nos impede de crescer, a erva daninha que surgiu no nosso jardim e

não deixa nada florescer. E insistimos em “olhar apenas para nosso umbigo”.

Teria mais inúmeros ditos que se encaixariam perfeitamente

na situação, entretanto a frase que titula esta postagem , evidencia e serve de bússola para nossa insensatez .

Se cuidarmos de nosso jardim interior, buscando ser de verdade uma pessoa que faz das quedas e tropeços alavancas para crescer, se

em meio às tempestades que assolam o nosso cotidiano encontrarmos forças para não naufragar , se conseguirmos ver a parcela de responsabilidade que temos com o caos que reina ao nosso redor , aí sim estaremos “Plantando nosso jardim e Decorando a Nossa Alma”.

Escrito por Maria Claudete

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