Espaço Aberto à Luz...
Na casa acordada o sol iluminava seus espaços.
O chão estava limpo ,não havia sinal de passos.
A casa antes repleta de sons joviais ,
A casa agora mergulhada no silêncio.
O barulho que incomodava sutilmente,
Parece ecoar num misto de saudade .
A casa adormece, o dia cede lugar à noite.
Os ruídos de outrora foram levados pelo vento...
Na travessia do tempo ocorre a descoberta.
Vivências acumuladas, experiências compartilhadas...
Como resistir às comparações?
Em Cada canto da casa sempre iluminada
Persistem as lembranças...
Os passos mesmo trôpegos e rasteiros
Invasivos e renitentes preenchem o vazio.
Os sons agora são outros, mas ecoam no coração.
A luz do sol, a claridade do luar, não necessitam de olhos...
A percepção agora se chama sensibilidade e razão.
Escrito por Maria Claudete F.H.Batista
Tum... Tum...
Bate acelerado o coração.
Desperto de um pesadelo alucinante,
Gotas de suor porejam meu corpo.
A sensação de clausura invasiva.
Olhos fechados revendo o sonho.
Emoção reverberante perscrutada.
No labirinto percorrido insidiosa,
A figura que se ergue aterrorizante:
É o medo que pensava ter vencido.
Antes figurativo nos devaneios...
Agora disforme e repulsivo.
Antes espaçoso e compulsivo...
Agora insano e vingativo vagueia.
Se não fora a consciência da modulação,
Não seria agora vencedora.
A espera torna-se confiante...
No final do labirinto mora a Esperança
Silenciar e vigiar.
Outras noites se seguirão...
É a oração a Fortaleza,
Refúgio que abriga a Vitória.
Escrito por Maria Claudete f.h. batista
Foto com um grupo caracterizado durante a Santa ceia no Cenário da Paixão de Cristo em Nova Jerusalém /PE
" Toda Pessoa na terra É filha de Deus e É Valiosa"
( Do Livro de Anne Kirkwood ,Revelações de Esperança),
Não me constrange ser rotulada, por alguns , de mística,mas na verdade qualquer afirmativa que possa ser evangelizadora eu endosso, afinal já percorri tantas vias , já carrego tantas vivências , que sinto-me confortável em encarar qualquer atitude de outrem mesmo porque o princípio do respeito às opiniões funciona em feedback, salvaguarda-se o direito de divergir .
Partindo desta premissa, entre tantas propostas colocadas no Livro destaco uma que deixo para reflexão:
"Orem pelos Velhos e Doentes, pois eles têm pouco tempo para perdoar as mágoas do passado" .
Comentário: confesso que mexeu comigo , empregamos algumas vezes o nosso tempo em lamentações que não levam a nada, quando deveríamos nos ater ao nosso momento , nosso agora.
O que vem do nosso coração é particular é inerente ao que plasmamos na nossa evolução em direção à Verdade e não ao que nos induz ao subterfúgio. Tergiversar o tempo todo e não ser coerente conosco é motivo de afundarmos cada vez mais no vazio em que transformamos nossa existência .
Velhos são todos aqueles que perderam a capacidade de pensar, não é a idade cronológica que regula este conceito e sim as potencialidades advindas de experiências que somam , acrescentam.
Doentes , neste contexto, aqueles que se deixaram corroer pelas mazelas da inveja, rancores, desamores acumulando no presente as mágoas do passado.
Não é de admirar que no mundo atual os livros de Auto Ajuda , as praticas Alternativas de buscar o equilíbrio entre o Corpo e a Mente sejam tão procurados.
A Prática Orante , especialmente no silêncio e no recolhimento, é também uma ferramenta usada desde os primórdio da Humanidade para estabelecer uma conexão entre o Homem ,com seus questionamentos, e Deus.
Aqui estou imbuída por um sentimento de extravasamento e de ajuda , quem sabe alguém seja tocado neste momento, o processo se estabelece e retorna como retro alimento , como diria Anne Kirkood " não sou a Mensagem , sou o Mensageiro".
Reúnam-se para Orar, seja cantando , seja louvando , seja praticando o Amor, a Bondade e a Caridade , estamos orando pela Humanidade, por um Mundo Melhor sem violência e sem Poluição de Mentes e Corpos.
Ainda há tempo!
Escrito por Maria Claudete F.H.Batista
De repente dei-me conta que nunca havia tido tempo suficiente de ver o tempo passar...
Foi numa tarde modorrenta e sem muita inspiração que divaguei vagamente pela primeira vez...Levantei-me com certa inquietação não peculiar e como “barata tonta” caminhava sozinha pela casa . Entrava num canto, entrava noutro e não sabia mesmo o que buscava...
Pensei estar num estado de insolvência, rs, via-me como uma Empresa que não enxergando mais para onde crescer optava pela dissolução. Mas, espera! Era assim que eu me rotulava? O que acontecia? Por que pensava desta forma?
Bem... Aquela pergunta clássica que fazemos a nós mesmos, nestas circunstâncias, surge inexorável : - O que fiz da minha vida? Quem eu sou afinal?
É interessante como estas questões afloram como se nunca tivessem existido e apenas estivessem querendo assumir importância num relance de fragilidade...
Não é bem assim, podem ter sido desencadeadas a partir de um mal físico, de uma decepção ou até provocadas pela saudade de alguém ou de algo que insiste em se fazer presente a todo custo. Cabe-me a tarefa de pesquisar o agente catalisador das emoções.
Plagiando Roberto Carlos “ foram tantas emoções “ , “ detalhes de uma vida” e por ai vai. Enxergo nitidamente que agora, de cabeça, estou ultrapassando o umbral que me leva a tão esperada inclusão no Planeta da 3 ª Idade.
Vejo-me como criatura que percorreu caminhos ora floridos, ora espinhosos, ora cheios de pedras, mas que não foram empecilho para ultrapassar os obstáculos advindos.
Tenho certeza absoluta do que semeei, pelo menos me esforcei, observo que a colheita já começou e algumas sementes deram bons frutos, outras não caíram em solo fértil, mas encoraja-me transplantar a muda de lugar, quem sabe ela floresça , fortifique e a colheita seja a desejada.
O tempo urge talvez eu não tenha a possibilidade de ver com meus olhos físicos, mas creio na vidência dos olhos da alma.
O que importa no momento é viver este agora com todas suas variantes inerentes e construir o que for possível dentro das limitações impostas .
A transição já se fez e surpreendo-me com as possibilidades que se abrem e concluo que “A Vida é Bela” em todas as etapas percorridas se soubemos com honestidade realizar a ultrapassagem.
Decididamente, não estou em insolvência!
escrito por maria claudete