04 abril 2010

Sinto Muito....

Por não entender o tipo de "invasão" que está sendo ultimamente veículada no Blog , que vai de encontro frontalmente aos meus princípios morais , creio que terei de "jogar a toalha " aos devassos permissivos e dizer adeus a um espaço que pretendia ser uma extensão de mim mesma.
Peço desculpas aos amigos que fiz aqui, e, se algum de vocês foi atingido por este tipo de propaganda , tenham a certeza , não compreendo o propósito. Por enquanto deixarei o Blog "hibernando" enquanto tomo as providências cabíveis.

Abraço a Todos e FELIZ Páscoa, eu continuo apesar de , uma pessoa feliz , acima de preconceitos e agressões gratuitas. Deus está comigo ! De verdade!
e para os agressores compaixão e piedade ,meu mundo é diferente do de vocês, nele existe AMOR e ESPERANÇA .

escrito por Maria Claudete

28 março 2010

Vazia e Esvaziada

foto arquivo pessoal


































O vazio que instalou-se agora



nada mais é do que a síntese de um dia que se foi



este dia não volta mais...



será verdade ou mera suposição que a alma impõe?






perguntam-me : os amigos de antes...onde estão?



a casa antes cheia agora está vazia...



questiono : vazia ou esvaziada?



sim...há diferença entre as duas palavras...






vazia porque todos foram singrar outros mares,



mas permaneceu o amor de antigamente...



esvaziada porque todos se afastaram pelo desamor,



as esperanças foram sepultadas...



apenas restou a saudades de novos olhares.






edificar novas paredes,



renovar com novas cores o lugar,



decorar com mais amor e gratidão,



reconstruir a nova casa e abrir o coração.






Abrigar as quatro estações,



viver intensamente da Primavera ao Outono,



intercalar o inverno e o verão.



finalmente ,minha casa, repleta ficará



esvaziada não mais será.






escrito por maria Claudete






p.s. texto publicado no Espaço Maria Claudete (http://marieclodet.spaces.live.com/) em 26/03/2010

24 março 2010

Trevas e Luz

Rua da Austrália (Foto Jamal)



( Júlio Ledo)








Mesmo que eu quisesse conseguiria me libertar?



Um sentimento de impotência acoplada à debilidade física



Corrói-me o corpo e fragiliza minha alma.



Amigos debatendo-se entre a vida esmaecida



Amigos contrapondo-se à razão do existir



Amigos mutilados pela própria incoerência



Amigos suplicantes de amor e compreensão



Nau que navega no mar azul perdendo-se no horizonte



Nau dos desesperados onde sem timoneiro segue sem rumo.



Quero assumir, como posso, o controle



No âmago busco força, na oração encontro alento



Na identificação dos elementos assumo o navegar



No fim do dia exaustivo encontro a compensação



Revendo ensinamentos , preenchendo as lacunas



A cada amigo vou da palavra à ação



Não são super poderes tão somente a magia do amor



Mesclado pela compaixão e certeza da troca



Instala-se a simbiose e restaura-se o feed-back



Por este dia, um de cada vez



Potencializa-se a liberdade.






Escrito por Maria Claudete

19 março 2010

Tempo Bom Aquele...

Tempo bom Aquele....

Anos 70 , ebulição geral, no mundo,no País , na Faculdade ...mil transformações.

Encantamento instantâneo para a maioria, igual só a inflação futura.

Era um "galopar" pra não perder o próximo lance nem o bonde da história , que

as paixões não adquiriam fixação. Mas para alguns criar raízes ainda era importante.

O romantismo ainda tinha lugar e, de vez em quando, deparávamos com

Alguém perdidamente apaixonado. Naquela época era comum o universitário fazer rifas, bailinhos na Faculdade, para capitalizar as despesas com a formatura, não adiantava esperar apenas pelo Paraninfo, que sempre era uma pessoa de destaque... e posses!

Mesmo parecendo piegas, era certo o embalo do baile ter música do Sérgio

Endrigo, a que ilustra a postagem era uma das mais tocadas, mesmo porque todo mundo dançava de rostinho colado no finalzinho da festa. Aí as paixonites recolhidas ousadamente

Pediam licença e tudo magicamente acontecia. Lembro dos namoricos entre colegas tímidos que começaram nesta ocasião. Pelo menos uns cinco casais levaram a paixonite até o altar .

Pelo que eu saiba apenas um separou-se, mas continuam excelentes amigos.

Um fato interessante aconteceu com a música "Michel" dos Beatles, uma amiga apaixonou-se

Pelo primo de um colega nosso chamado Miguel, só que ele "escondia" a noiva, por sinal casou-se com ela, mas paquerava e dava corda toda para minha amiga , era um assíduo fre-

quentador dos bailinhos e rifas. Para não dar muita bandeira a comunicação entre eles era "Michel". Sempre que ele estava presente o primo pedia para tocar a música, era a senha para que minha amiga aparecesse. Tempo bom aquele...

Foi num destes bailes que dancei com alguém do quarto ano ( eu era do primeiro) por quem curtia uma paixonite . Pensava que não era óbvio, ledo engano, todos sabiam... Para dar uma de gostosão no final da festa depois de ter dançado com todas , me

convidou e foi o suficiente para sonhar o resto da semana com aquele momento que não

voltou a repetir-se. O ano terminou, o gostosão diplomou-se e foi morar em São Paulo e...

Acabou-se a paixão. Tudo passa mesmo... Ficaram as lembranças reconstituídas nos encontros da Turma com muitas risadas e tranqüilidade. Tempo bom aquele....


Escrito por Maria Claudete

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