Tempo bom Aquele....
Anos 70 , ebulição geral, no mundo,no País , na Faculdade ...mil transformações.
Encantamento instantâneo para a maioria, igual só a inflação futura.
Era um "galopar" pra não perder o próximo lance nem o bonde da história , que
as paixões não adquiriam fixação. Mas para alguns criar raízes ainda era importante.
O romantismo ainda tinha lugar e, de vez em quando, deparávamos com
Alguém perdidamente apaixonado. Naquela época era comum o universitário fazer rifas, bailinhos na Faculdade, para capitalizar as despesas com a formatura, não adiantava esperar apenas pelo Paraninfo, que sempre era uma pessoa de destaque... e posses!
Mesmo parecendo piegas, era certo o embalo do baile ter música do Sérgio
Endrigo, a que ilustra a postagem era uma das mais tocadas, mesmo porque todo mundo dançava de rostinho colado no finalzinho da festa. Aí as paixonites recolhidas ousadamente
Pediam licença e tudo magicamente acontecia. Lembro dos namoricos entre colegas tímidos que começaram nesta ocasião. Pelo menos uns cinco casais levaram a paixonite até o altar .
Pelo que eu saiba apenas um separou-se, mas continuam excelentes amigos.
Um fato interessante aconteceu com a música "Michel" dos Beatles, uma amiga apaixonou-se
Pelo primo de um colega nosso chamado Miguel, só que ele "escondia" a noiva, por sinal casou-se com ela, mas paquerava e dava corda toda para minha amiga , era um assíduo fre-
quentador dos bailinhos e rifas. Para não dar muita bandeira a comunicação entre eles era "Michel". Sempre que ele estava presente o primo pedia para tocar a música, era a senha para que minha amiga aparecesse. Tempo bom aquele...
Foi num destes bailes que dancei com alguém do quarto ano ( eu era do primeiro) por quem curtia uma paixonite . Pensava que não era óbvio, ledo engano, todos sabiam... Para dar uma de gostosão no final da festa depois de ter dançado com todas , me
convidou e foi o suficiente para sonhar o resto da semana com aquele momento que não
voltou a repetir-se. O ano terminou, o gostosão diplomou-se e foi morar em São Paulo e...
Acabou-se a paixão. Tudo passa mesmo... Ficaram as lembranças reconstituídas nos encontros da Turma com muitas risadas e tranqüilidade. Tempo bom aquele....
Escrito por Maria Claudete