23 setembro 2009

A Amizade e O Vento



A brisa suave e amena sopra na minha face

Curvo-me diante do inusitado

Por acaso o tempo não estava sombrio?

De onde será que vem esta sensação de afago?

Caminho lentamente no tempo...

Caminho para frente ...

Mas não consigo deixar de olhar para trás...

No giro da cabeça física

Levo a convergência da alma

Corpo e espírito se fundem

Tentam e conseguem olhar na mesma direção

Já não existe via sem rumo

A solidão encontrou abrigo

Novos amigos reluzem

O brilho da Amizade renova-se como o vento

Sopra com intensidade mas transforma-se ...

És tu , ó suave brisa

Na amplitude do teu langor

A induzir-me a percorrer mais uma via

Com mais amor e mais alento.

Escrito por Maria claudete

19 setembro 2009

Uma Carta Para Mim

Uma Carta Para Mim

Justificando:

Quem de nós não terá uma boa razão para ter escrito uma carta para si mesmo? Se a estrada já tiver sido percorrida por muito tempo... a longevidade

se reveste, muito mais ainda, de situações que justificariam o propósito.

O difícil é a escolha . Mas vou optar por uma atitude tomada aos 17 anos.

Escrevendo a Carta:

Camaragibe , 20 de setembro de 2009

Querida Claudete, você foi uma adolescente atípica;

enquanto todas amiguinhas namoravam meninos de carne e osso você se encantava com os rapazes saídos dos livros de M.Delly, tomava o lugar das heroínas e vivia grandes Romances de Amor.

Com estes livros viajava por lugares onde supunha

jamais pisaria a não ser naqueles momentos de sonhos intensos. Você sentia-se preenchida totalmente e assim o tempo dos 12 aos 15 anos foi fluindo entre os estudos regulamentares e a avidez pelo dia que chegaria na banca de revista mais um livro de M.Delly.

Você não tinha namorado, mas aprendeu a dançar,

era vaidosa no vestir e no pentear , gostava de organizar festinhas típicas do pequeno lugarejo onde vivia , como Baile das Rosas, Baile da Primavera, e imaginem , até desfiles de moda com a finalidade de angariar fundos para a Igrejinha e outras festinhas. Enfim era uma jovem atuante .

O seu pequeno mundo, Claudete, começou a desmoronar, agora percebe-se claramente, quando você resolveu namorar o menino

bonito e cobiçado, levada pela vaidade de poder tê-lo e pela “vergonha” perante às amigas de nunca ter namorado pra valer!

Você não estava preparada para enfrentar este namoro. Você percebeu de imediato a diferença entre apaixonar-se por um personagem de ficção e um real. Apesar de não se considerar bonita e tantas outras assim cobiçarem seu Pretendente , e ele ter preferido você, mais pelas suas virtudes e caráter que por sua beleza, isto não foi motivo para você sentir-se inferiorizada.

Durante 02 anos você namorou um rapaz que não amava , que era querido pela sua família e como se dizia naquela época, era um rapaz

de futuro. Só que você , Claudete , estava sempre comparando os amantes saídos dos livros de M.Delly com o que estava ao seu lado. Coitado, ele nunca soube disto e você está descobrindo agora...

Foi numa terça-feira de Carnaval, às 08 horas da

noite, você havia terminado o namoro que estava sufocando-lhe, você tinha outros projetos para sua vida, sonhava com outro mundo diferente daquele e não se via

precocemente casada e cuidando de um monte de filhos como era comum.

Como um pássaro, achou que havia aberto

a porta da gaiola dourada. De repente, no salão onde se realizava o Baile Carnavalesco, a música de Seu Filemon parou de tocar. O moço no microfone avisava para você ir até

à casa onde morava seu ex-namorado porque ele estava fazendo roleta russa com o revolver do irmão mais velho .

Você foi com sua mãe e deparou-se com uma cena repulsiva e bastou pedir que o espetáculo deprimente acabou. Claro que você não quis mais voltar ao Baile.

No outro dia pela manhã, Quarta-feira de Cinzas, ele chegou com uma rosa na mão. Mesmo com o coração apertado , você não permitiu que ele dissesse nada e o mandou embora , pois não tinha mais volta.

Ele saiu da sua vida, foi servir ao País no Canal de Suez, veio morar na Capital , tornou-se Economista e casou com sua melhor amiga.

Depois de muitos anos suas vidas se cruzaram e você teve a certeza de que tomara a decisão correta ao afastá-lo da sua .Ele revelou-se uma pessoa mesquinha e vingativa, não perdoou ter sido preterido no passado ,cometeu pequenas vilanias mesmo tendo construído uma vida bem sucedida. Você soube separar

as coisas e não deixou de manter contatos com a amiga , esposa dele.

Você não sabe até que ponto ela tomou conhecimento dos fatos , mas pelo menos trata-lhe com cordialidade .

Hoje você sabe que por ingenuidade , considerando que ambos eram jovens , poderia ter dado um novo rumo a esta triste história , não devia nunca ter alimentado aquele namoro , teria usado de mais sensatez ter se aconselhado com pessoas mais experientes.

Você não teria condições de viver com um homem tão passional. Graças a M.Delly , que abriu o seu coração para a paixão sonhadora, onde prevalece sempre o amor, você desenvolveu sua porção romântica de uma forma excessiva .

Por maiores que tenham sido as dificuldades que você enfrentou nos seus relacionamentos afetivos que se seguiram, prevaleceu sempre a lucidez de por na balança sentimento e razão e fazer a escolha que achava correta, partindo sempre do princípio que possuir o outro sem dar-lhe chance de respirar é prerrogativa dos inseguros e insensatos.

Você, apesar da pouca idade, teve a coragem de

assumir uma atitude ao buscar o horizonte que vislumbrava na cidade grande

sem ódio no coração e sem medo de ser feliz! Este foi o lado positivo deste episódio vivido na adolescência.

É o que gostaria de ter-lhe dito naquela ocasião.

Atenciosamente, Claudete.

08 setembro 2009

Irreal...Para Alguns!

Vigília do dia 30 para 31 de agosto

Durante muito tempo sempre fui convidada a participar deste evento no local onde apareceu Nossa Senhora das Graças, no Sítio da Guarda, em Cimbres-Pesqueira, PE., reduto dos índios Xucurus.

Algo sempre me impedia de aceitar o convite: trabalho,

doença na família, clientes para serem atendidos etc. Um dia, há alguns anos atrás , resolvi atender ao “chamado” e a partir daquele dia fatos inusitados, não explicáveis à luz da razão aconteceram comigo.

Naquela primeira visita, minha mãe que hoje está com 86

anos , me acompanhava . Admirávamos a beleza do lugar o céu tão azul e tão límpido , a brisa amena, a temperatura do lugar cercado de montes que caia progressivamente com o cair da tarde. Entardecer que meus olhos retiam sem presenciarem a escuridão da noite estrelada que se avizinhava.

“Em dado momento, extasiada por tanta luminosidade indaguei, lembro como se fosse agora, “Este lugar escurece a que horas? Pois já passam das dezoito e continua tão ensolarado?”

Minha mãe respondeu: - Minha filha se oriente, já é noite

veja como o céu está estrelado! E de repente vi o anoitecer, fiquei atônita

Por uns instantes e pensei comigo:_ O que está me acontecendo?

Enquanto o grupo seguia para o local da Missa, eu, que estava sentindo muito frio, resolvi tomar uma sopa para me aquecer.

A casinha humilde onde era servida a comida ficava mais acima. Ao terminar a pequena refeição quando me dirigia ao encontro do grupo olhei para o céu e vislumbrei uma figura etérea, de uma transparência luminosa, parecendo uma escultura feita de nuvens que se movia no espaço, esfreguei freneticamente os olhos, abria-os e fechava-os rapidamente, mas a figura não desaparecia, não sei quanto tempo fiquei

naquela situação, sem entender se o que estava vendo era real ou uma alucinação, só me dei conta de que não estava mais sozinha , quando uma mão tocou minhas costa e alguém falou que eu não me aflingisse pois

aquela visão era Nossa Senhora das Graças.

A visão foi compartilhada pela maioria das pessoas que integravam o nosso grupo. Naquele dia muitos outros grupos de peregrinos

de outras regiões ali se encontravam. Foi então que presenciei o desespero de algumas pessoas que insistiam para que eu mostrasse o que via , pois há anos que freqüentavam em busca de um sinal e nada conseguiam ver.

A partir da hora da aparição, por toda a noite até à madrugada, a imagem estava lá, visível em qualquer direção.

Eu passei a ter certeza da presença da Virgem naquele lugar e

A convicção de que alguma coisa forte na minha vida estaria ligada àquele

Privilegio que me foi concedido. Nos anos subseqüentes não consegui ver a imagem e sim os sinais reveladores . Há 05 anos, nossa família compreendeu o porquê. Talvez um dia, quando for o momento, possamos dar o testemunho da graça para todos, como fizemos para alguns.

Na Vigília de 30 para 31 de agosto deste ano, o grupo não foi à

Cimbres, realizamos a Vigília pedida por Nossa Senhora, com a Adoração

Ao Santíssimo Sacramento na Capela da nossa localidade , e como sempre

visualizamos os sinais da sua presença marcante, desta vez , O Rosário, com contas multicoloridas e brilhantes, suspenso no interior de uma redoma de Vidro que continha uma vela acesa.

Às três horas da manhã eu e mais duas pessoas nos aproximamos do altar e nos entreolhamos, estávamos vendo a mesma coisa. Poderia ser uma ilusão, mas uma pessoa notou que a vela de repente se apagou, então retirou a redoma para acender a vela, o irreal foi presenciado por nós três, a redoma estava escurecida totalmente pela fumaça, mas, o Rosário continuava lá suspenso e aceso!

No lado esquerdo do Altar o fato se repetiu. No Sacrário uma luz verde claro no interior iluminava o Santíssimo Sacramento, sem que soubéssemos de onde vinha aquela luz!

Muitas conjecturas serão feitas a esta narrativa, mas sinto-me compelida a fazê-la como testemunho da minha FÉ em Deus e na intercessão de Nossa Senhora como nossa mãe e medianeira. E no óbvio

recado dado : orem , se possível com o terço na mão, existe Esperança para o Mundo e suas adversidades , a oração tudo pode em nome de Deus!

Eu devia a mim mesma o resgate de mais esta via percorrida na minha vida.

Escrito por Maria C laudete

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