
Meus pés e minhas procuras
Levados por sentimentos insanos
Abandonaram a razão
Deixando-me nessa rua escura.
A rua produz ruídos ensurdecedores
E minha voz não está neles.
A rua carrega pessoas enlouquecidas
Mas não estou no meio delas.
O que a gente faz quando caminha
Uma vida inteira por labirintos
E encontra seu cantinho habitado?
Não quero a piedade das sombras
Nem dos olhos que se desviam
Quando me vêem ao relento.
Contento em saber que a rua é larga
E todos caminhos seguem em frente.
Existir já é um prêmio e tanto.
(Ivo Cruz) (24/08/09)
postado por Maria Claudete




