13 julho 2011

Fatalidade...Vôo Recife/Natal/Mossoró

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De repente parece que os desastres aéreos estão acontecendo no mês de Julho... Impressão... Não sei precisar. A fatalidade mais uma vez fez algumas vítimas... 16...
                     A consternação das famílias diretamente atingidas e das que presenciaram "in loco" o acontecido, bem como nós outros que tomávamos o café da manhã  foi impactante. Nunca nos acostumamos com a expectativa de que nossa vida terrena culmina com Morte...
                    Repete-se o ritual deste acontecimento, que no geral nos causa muita tristeza seguida de impotência. Questionamos  causas,  circusntâncias, pessoas, sobretudo aquelas que estavam no apogeu da sua existência.
                    Nestes momentos sombrios nos unimos em oração única... fortes  são nossos olhares e pensamentos voltados para Deus e nos colocamos como seres vulneráveis, em que o  AGORA pode ser agonizante para qualquer um de nós.
                    Que os transeuntes que trilharam pelas estradas da vida terrena transponham este Portal  inusitado, mas real, sob a proteção do grande Mestre  Divino e que suas famílias sejam consoladas pelo sentimento solidário daqueles, que mesmo no anonimato, partilham a dor da despedida.



Escrito por maria claudete f.h.Batista


                               Solidariedade às famílias das vítimas do sinistro...Só no amor de Deus  o conforto tornar-se-á pleno  e a Saudade preenchida.



24 junho 2011

Os Hóspedes...




Ainda era dia... Fazia-se luz perto de mim
Por alguns instantes um cansaço invadiu-me
Não eram somente as pernas doloridas e pesadas
Um torpor por inteiro tomava conta de mim.
Passos trôpegos e rastejantes  pareciam ser meus
Duvidava que fossem, mas  a letargia me dominava
Alcancei  o leito macio e convidativo
Em segundos num sono profundo mergulhei.
O despertar foi consciente, o corpo descansado.
Os hóspedes reais  já haviam partido.
Um leve calafrio percorre-me,
Os  visitantes imaginários  sorriam para mim.
A sensação de vazio pelas partidas não existia
Estava preenchida pela essência dos que foram.
Deixaram impregnada a energia do Bem .
O entardecer prenunciava a vinda da noite
Adentrei na magia deste encantamento.
Deixei-me levitar por um momento.
Já era noite... Fazia-se luz perto de mim.

Autoria de Maria Claudete F.H.Batista


20 junho 2011

Limítrofe

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                           O peso... Delimito.
                          O pesar...Administro.
                          O pesar entristece-me.
                          No pesar desencontro-me.
                          O peso do pesar...
                          Arrefece-me por inteiro.
                          Se peso...Dou conta
                          do meu pesar.


                                        É com pesar que nos desfazemos do que passou a ser motivo de tristeza, quando deveria ser de alegria ...Quando o fazemos entendemos o peso de nossos pesares.
                     

Autoria de Maria Claudete.F.H.Batista

13 junho 2011

A Barreira do Tempo...

                                                        Pode parecer incrível para vocês ,mas a 200 km de onde moro até à cidade de Pesqueira onde estivemos neste final de semana deparei-me com este castelo erguido  em meio à  construções modernas , que beira ao realismo fantástico, em pleno agreste nordestino.
                          Pelo que nos foi contado pelo guia local a origem deste monumento é uma homenagem do proprietário à memória de sua esposa falecida no desastre , do qual ele saiu com vida.  É , no mínimo, inusitada a demonstração de amor eterno ...Encastelar o amor num encantamento infinito. O castelo   destaca  suas torres suntuosas  e garbosas  no céu  Pesqueirense.  Quantas coisas desconhecemos e  tão próximas ...
                          Durante a viagem de volta , pensando nisto escrevi este poema:
                                                     
A vida e suas estradas...
Pelas estradas seguimos
Caminhos abertos...
Curvas fechadas.
Velocidade rápida...
Quando jóvem os pés.
Velocidade média...
Quando lentos os pés.
Pelas estradas seguimos...
Caminhos abertos...
Curvas fechadas.
Contrariando os propósitos...
Velocidade acelerada.
Os pés, não limitados pelo tempo...
Os pés...  flutuando sem pesares.
Carregando o corpo leve ...
Navegando no espaço infinito.
Impulsionado pelo sopro do vento...
Singrando pelos vales e sombras.
Transpondo com galhardia ...
A barreira do tempo.


Autoria maria claudete f.h.batista
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