24 junho 2011

Os Hóspedes...




Ainda era dia... Fazia-se luz perto de mim
Por alguns instantes um cansaço invadiu-me
Não eram somente as pernas doloridas e pesadas
Um torpor por inteiro tomava conta de mim.
Passos trôpegos e rastejantes  pareciam ser meus
Duvidava que fossem, mas  a letargia me dominava
Alcancei  o leito macio e convidativo
Em segundos num sono profundo mergulhei.
O despertar foi consciente, o corpo descansado.
Os hóspedes reais  já haviam partido.
Um leve calafrio percorre-me,
Os  visitantes imaginários  sorriam para mim.
A sensação de vazio pelas partidas não existia
Estava preenchida pela essência dos que foram.
Deixaram impregnada a energia do Bem .
O entardecer prenunciava a vinda da noite
Adentrei na magia deste encantamento.
Deixei-me levitar por um momento.
Já era noite... Fazia-se luz perto de mim.

Autoria de Maria Claudete F.H.Batista


20 junho 2011

Limítrofe

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                           O peso... Delimito.
                          O pesar...Administro.
                          O pesar entristece-me.
                          No pesar desencontro-me.
                          O peso do pesar...
                          Arrefece-me por inteiro.
                          Se peso...Dou conta
                          do meu pesar.


                                        É com pesar que nos desfazemos do que passou a ser motivo de tristeza, quando deveria ser de alegria ...Quando o fazemos entendemos o peso de nossos pesares.
                     

Autoria de Maria Claudete.F.H.Batista

13 junho 2011

A Barreira do Tempo...

                                                        Pode parecer incrível para vocês ,mas a 200 km de onde moro até à cidade de Pesqueira onde estivemos neste final de semana deparei-me com este castelo erguido  em meio à  construções modernas , que beira ao realismo fantástico, em pleno agreste nordestino.
                          Pelo que nos foi contado pelo guia local a origem deste monumento é uma homenagem do proprietário à memória de sua esposa falecida no desastre , do qual ele saiu com vida.  É , no mínimo, inusitada a demonstração de amor eterno ...Encastelar o amor num encantamento infinito. O castelo   destaca  suas torres suntuosas  e garbosas  no céu  Pesqueirense.  Quantas coisas desconhecemos e  tão próximas ...
                          Durante a viagem de volta , pensando nisto escrevi este poema:
                                                     
A vida e suas estradas...
Pelas estradas seguimos
Caminhos abertos...
Curvas fechadas.
Velocidade rápida...
Quando jóvem os pés.
Velocidade média...
Quando lentos os pés.
Pelas estradas seguimos...
Caminhos abertos...
Curvas fechadas.
Contrariando os propósitos...
Velocidade acelerada.
Os pés, não limitados pelo tempo...
Os pés...  flutuando sem pesares.
Carregando o corpo leve ...
Navegando no espaço infinito.
Impulsionado pelo sopro do vento...
Singrando pelos vales e sombras.
Transpondo com galhardia ...
A barreira do tempo.


Autoria maria claudete f.h.batista

30 maio 2011

A Escolha É Nossa!

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                         "Por isso... quando sinto que estou prestes a renascer agradeço e me entrego por inteiro porque sei que além daquele lugar onde o túnel é mais apertado e mais difícil de passar está me esperando a Luz de um novo amanhecer... e lá não existem as limitações do casulo que me impediam de voar com as asas azuis de uma borboleta que descobriu que era muito mais do que uma lagarta..."

   ( Enviado por Annete em 2009)

                                      Sempre que estamos a ponderar sobre o que está submersos em nós, as reações dos que estão ao nosso  redor são as mais variadas. Entretanto, a uníssona  é “- bola pra frente”.
                                       A vida é um jogo? Resumimos  simploriamente toda nossa vivência ao acaso? 
                                        “bola pra frente” , sim,  desde que  possamos, como a borboleta , sair dos limites prisionais  e nos  redescobrirmos  por inteiro .
                                           O foco sobrepuja o acaso, as interferências são inevitáveis, mas nos proporcionam fazer escolhas que nos direcionem para opções corretas na vida.
                                            Continuar lagarta ou ser borboleta  depende  exclusivamente de nós.

Escrito por Maria Claudete



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