Nuvens através da minha varanda.
Nuvens no céu de Paris.
A tarde modorrenta convidava à inércia
Parada... Literalmente sem ação.
Sentada próxima à janela via o mundo passar.
Diante de seus olhos fixos no horizonte
Transitavam lentamente nuvens brancas no céu.
Ora solitárias...ora em grupos
Em sua fantasia visual vislumbrava figuras
Que se decompunham em fantasias...
Rostos humanos, pássaros esquisitos...
Arquétipos gerados por sua mente.
Cadenciadamente as nuvens se dispersam.
Somem as formas desaparecem seus sonhos...
O som dos aviões cruza o espaço...
Foi-se o silêncio... o encanto foi quebrado.
Chega mansamente o fragor vindo do vento
As árvores bailam lentamente...
A tarde se reveste de ternura...
Invadindo suavemente
O coração da criatura.






