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Intuição? Premonição?
Não sei discernir o que...
Sinto apenas uma sensação estranha
Que se apodera de mim.
Toma forma e cresce de modo assustador.
Diante de mim um olhar pensativo...
Parece inquiridor...
Nossos olhares e pensamentos se cruzam.
O que antes me parecia angustiante,
Torna-se revelação para ambos.
Como um código de barras
Previsível e sem erros
Dar-se a decodificação.
Nosso foco era o mesmo.
Nossas vidas cruzadas no etéreo
Entrelaçadas na energia cósmica
Ressonantes e uníssonas
Buscam na sincronização de suas forças
Caminhar com rumo e direção
Em busca da solução.
escrito por maria claudete
(esta postagem também foi feita no Blog da Claudete)
Respondo à Blogagem Coletiva criada pela Mylla do Blog Vidas Linha.
Vias Percorridas surgiu diante da necessidade que tive de , nesta etapa da minha vida , resgatar caminhos trilhados por mim , que foram marcantes ,e por terceiros que vivenciei conjuntamente , dos quais guardo lembranças felizes e amargas ,mas que trouxeram no presente a eclosão de sentimentos que culminaram em mudanças radicais na minha vida.
Hoje, sabe-se e comove todo o País , a desolação que abateu-se sobre cidades
do Nordeste, especialmente de Alagoas e Pernambuco, provocada pelas chuvas e inundações dos rios que as circundam.
Hoje é véspera de São João... As lembranças das
Festas juninas com características originais, com carro de boi, casamento matuto, quadrilhas típicas, latadas, sanfoneiro, fogos de artifícios, ronqueiras, canjicas, pamonhas, quentão, cocadas, milho cozido, milho assado, pé-de-moleque, bolo de milho, bolo de mandioca, bolo de macaxeira, fogueiras e adivinhações, enfim folguedos e brincadeiras, sem nenhuma interferência da modernidade trazidas da Capital, seria hoje motivo de resgate de uma época vivida na minha juventude.
Seria... Porque a tristeza me abate. Além da dor da perda pelos anônimos irmãos fomos tocados de perto... Ainda resta-nos a esperança da sobrevivência de alguns parentes, com os quais ainda não conseguimos contato, na cidade praticamente destruída pelas águas, Branquinha –
Alagoas- Que Deus os tenha preservado da fúria das águas.
Tudo, porém, tem uma razão de ser, a vida segue seu curso, como o rio é perene...Persegue ciclos que se alternam . E a natureza agredida por invasões aleatórias ao seu espaço pede passagem e retomada do seu trajeto. Não é mera coincidência que situações com estas freqüentemente se repitam. A questão é : até quando?
São trilhas que percorri da infância à juventude, vendo e sentindo na pele , chuvas intensas, alagamentos ,mas não em tamanhas proporções, ceifando vidas e destruindo sonhos e conquistas. No hoje, que em todos coexista o sentido da superação que os mova à reconstrução da FÉ no recomeçar.
Escrito por Maria claudete
O Velejador de Sonhos...
O dia estava propício
O mar não estava agitado
Largou-se nele, cheio de boa vontade.
Prosseguia sua viagem náutica..
Vagou sem rumo, buscava solidão.
Encontrou na imensa vastidão
Um mundo admirável e fascinante.
Sereias pululavam na imensidão...
Na sua letargia não cria no que via
Mar e horizonte se fundiam.
O mar travesso , raios solares refletia.
Encontrou na imensa vastidão
A certeza de que seus sonhos
Não era fantasia.
Escrito por Maria Claudete
Dores da Alma
Ela caminhava em direção ao Templo...
Cruzou com alguém...
Repentinamente, este mirou seus olhos
E disse: você tem um segredo!
Olhou-o vagamente... Nada respondeu...
Adentrou no Templo e se perguntou;
Tenho um segredo?
Fez uma varredura interior...
Descobriu que a curvatura de suas costas...
Seus suores intermitentes...
Seus temores recorrentes...
Sua amargura constante...
Eram reflexos dos abusos sofridos...
Metabolizados pela alma,
Refletidos no corpo dolorido
E na mente sem calma.
escrito por Maria Claudete