28 março 2010

Vazia e Esvaziada

foto arquivo pessoal


































O vazio que instalou-se agora



nada mais é do que a síntese de um dia que se foi



este dia não volta mais...



será verdade ou mera suposição que a alma impõe?






perguntam-me : os amigos de antes...onde estão?



a casa antes cheia agora está vazia...



questiono : vazia ou esvaziada?



sim...há diferença entre as duas palavras...






vazia porque todos foram singrar outros mares,



mas permaneceu o amor de antigamente...



esvaziada porque todos se afastaram pelo desamor,



as esperanças foram sepultadas...



apenas restou a saudades de novos olhares.






edificar novas paredes,



renovar com novas cores o lugar,



decorar com mais amor e gratidão,



reconstruir a nova casa e abrir o coração.






Abrigar as quatro estações,



viver intensamente da Primavera ao Outono,



intercalar o inverno e o verão.



finalmente ,minha casa, repleta ficará



esvaziada não mais será.






escrito por maria Claudete






p.s. texto publicado no Espaço Maria Claudete (http://marieclodet.spaces.live.com/) em 26/03/2010

24 março 2010

Trevas e Luz

Rua da Austrália (Foto Jamal)



( Júlio Ledo)








Mesmo que eu quisesse conseguiria me libertar?



Um sentimento de impotência acoplada à debilidade física



Corrói-me o corpo e fragiliza minha alma.



Amigos debatendo-se entre a vida esmaecida



Amigos contrapondo-se à razão do existir



Amigos mutilados pela própria incoerência



Amigos suplicantes de amor e compreensão



Nau que navega no mar azul perdendo-se no horizonte



Nau dos desesperados onde sem timoneiro segue sem rumo.



Quero assumir, como posso, o controle



No âmago busco força, na oração encontro alento



Na identificação dos elementos assumo o navegar



No fim do dia exaustivo encontro a compensação



Revendo ensinamentos , preenchendo as lacunas



A cada amigo vou da palavra à ação



Não são super poderes tão somente a magia do amor



Mesclado pela compaixão e certeza da troca



Instala-se a simbiose e restaura-se o feed-back



Por este dia, um de cada vez



Potencializa-se a liberdade.






Escrito por Maria Claudete

19 março 2010

Tempo Bom Aquele...

Tempo bom Aquele....

Anos 70 , ebulição geral, no mundo,no País , na Faculdade ...mil transformações.

Encantamento instantâneo para a maioria, igual só a inflação futura.

Era um "galopar" pra não perder o próximo lance nem o bonde da história , que

as paixões não adquiriam fixação. Mas para alguns criar raízes ainda era importante.

O romantismo ainda tinha lugar e, de vez em quando, deparávamos com

Alguém perdidamente apaixonado. Naquela época era comum o universitário fazer rifas, bailinhos na Faculdade, para capitalizar as despesas com a formatura, não adiantava esperar apenas pelo Paraninfo, que sempre era uma pessoa de destaque... e posses!

Mesmo parecendo piegas, era certo o embalo do baile ter música do Sérgio

Endrigo, a que ilustra a postagem era uma das mais tocadas, mesmo porque todo mundo dançava de rostinho colado no finalzinho da festa. Aí as paixonites recolhidas ousadamente

Pediam licença e tudo magicamente acontecia. Lembro dos namoricos entre colegas tímidos que começaram nesta ocasião. Pelo menos uns cinco casais levaram a paixonite até o altar .

Pelo que eu saiba apenas um separou-se, mas continuam excelentes amigos.

Um fato interessante aconteceu com a música "Michel" dos Beatles, uma amiga apaixonou-se

Pelo primo de um colega nosso chamado Miguel, só que ele "escondia" a noiva, por sinal casou-se com ela, mas paquerava e dava corda toda para minha amiga , era um assíduo fre-

quentador dos bailinhos e rifas. Para não dar muita bandeira a comunicação entre eles era "Michel". Sempre que ele estava presente o primo pedia para tocar a música, era a senha para que minha amiga aparecesse. Tempo bom aquele...

Foi num destes bailes que dancei com alguém do quarto ano ( eu era do primeiro) por quem curtia uma paixonite . Pensava que não era óbvio, ledo engano, todos sabiam... Para dar uma de gostosão no final da festa depois de ter dançado com todas , me

convidou e foi o suficiente para sonhar o resto da semana com aquele momento que não

voltou a repetir-se. O ano terminou, o gostosão diplomou-se e foi morar em São Paulo e...

Acabou-se a paixão. Tudo passa mesmo... Ficaram as lembranças reconstituídas nos encontros da Turma com muitas risadas e tranqüilidade. Tempo bom aquele....


Escrito por Maria Claudete

12 março 2010

Feliz Aniversário!






Fotos Google Imagem
Quero Ter o Prazer de Festejar com Vocês Na minha Festa de Um Ano.
Que outros Anos Venham com Muita Interação
Entre Nós!





















Hoje este espaço completa um ano de vida... Surgiu da necessidade que eu sentia de liberar o que estava estagnado dentro de mim. Creio que o Vias percorridas está





desempenhando bem o seu papel libertário. Fiel às buscas através de "pistas" indutoras, exatamente hoje, encontrei nos meus guardados o livro de poesias ( Traços, 1981) de um ex-aluno , também Poeta e artista plástico, Osvaldo Pinheiro de Lira.





Transcrevo a Introdução do livro , que resume o quero expressar nesta data.





"Escrevo diante da estrada. Nela os "Traços" se confundem por vezes com a paisagem árida.





A poesia não é um oásis sob o sol do deserto, na estrada. É uma realidade tão árida quanto a





Própria estrada. Árida, pois que se veste para corromper o sol e combater o chão, mas que junto à estrada, integrada na paisagem forma um caminho a se seguir, sem o qual o homem





Imbússolo, torna-se apenas um viajante" ( Osvaldo Pinheiro de Lira).





Perdi o contato com Osvaldo, se for possível, gostaria de ter notícias





dele. Resgato esta passagem , recordando bons momentos vividos no convívio universitário





testemunhando alguns "Traços" que ao caminhar tatuava sua marca na estrada .





Sinto-me feliz pelos amigos que vieram do Blog da Claudete e por outros que aqui chegaram. Mesmo com as inovações do universo virtual em relação às redes sociais , serei sempre fiel à dinâmica do Blog. Gosto da forma de comunicação e interação. Enquanto





For possível estarei sempre aqui percorrendo minha estrada.










Escrito por Maria Claudete











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