01 novembro 2013

Apatia? Quietude?

                                                       



                                                          01 de Novembro de 2013

                      Quem me acompanha há algum tempo deve ter lido esta postagem em um Blog que fui obrigada a deletar .Esta semana foi muito cheia de  obstáculos a serem ultrapassados...Uns me tomaram o tempo, outros a força e a coragem, mas prevaleceram : sensatez, calma e empenho em cumprir com determinação e Fé em Deus o que "vinha pela frente".
                      Faltou inspiração, contudo  me reencontrei neste texto postado em situações semelhantes há 06 anos...Como somos repetitivos ...Como cansamos  diante do que parece imutável...
                      Com certeza amanhã será um outro dia, um outro momento, um novo olhar, por esta razão o que vale é viver, e, plenamente sempre com a Esperança  de que sempre haverá outra possibilidade.
                                                              30 de Maio de 2007

                                          Hoje resolvi fazer perguntas a mim mesma, e...
Comecei me questionando porque ando tão quieta, tão sem disposição até para ver a beleza das coisas que me cercam.
                                   Nunca havia me sentido assim antes, nem quando adolescente, os sonhos irrealizáveis permeavam insistentes na minha vida.
                                      Ao fazer conjecturas durante um bom tempo, passei a acreditar que poderia ser devido   à influência de terceiros ou simplesmente uma estafa que estaria se avizinhando , tomando corpo e forma e tentando “me possuir”.

                                      Mas,  que “terceiros” seriam estes? Descobri-me uma pessoinha  que  pensava ter erguido uma  couraça  que me protegeria dos vários tipos de violência que permeiam  este mundinho  no qual vivemos- bem não é comigo, não foi com ninguém próximo de mim- tudo bem! Não é bem assim...Mesmo sentindo profunda tristeza e transparecendo  fisicamente  todo o sofrimento , ainda  era capaz de calar e meditar .


             Não podemos nunca deixar que a desilusão, o que nos causa estupor, atrapalhe nossa caminhada, não importa para onde, desde que nos faça ser feliz em alguns ou em todos os momentos.
             Conclui que, buscar a beleza da vida é “missão do povo escolhido” e que estamos aqui para fazermos cumprir  esta missão.
              Se o fardo é grande a disposição não pode ser pequena!  Sempre haverá na forma de pessoas ou acontecimentos, obstáculo a ser vencido. É, portanto, olhando para dentro de mim, que posso encontrar a “minha resposta”.
              Somente buscando o equilíbrio no binômio mente/corpo sadios é que poderemos ser vencedores.
               Confesso escrever me  humaniza , apesar de.....


Escrito por Maria Claudete F.H. Batista



17 outubro 2013

Hino de Amor.

                                          google imagem

Quem ama é o centro gerador do amor.
Quem gera ama de forma absoluta.
O objeto deste amor ama porque é amado.
É amado porque o Amor:
É paciente,
É bondoso,
Não tem inveja,
Não é orgulhoso,
Não é arrogante,
Não busca seus próprios interesses,
Não se irrita,
Não guarda rancor...
Tudo desculpa tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

                            Texto baseado no  Hino de Amor escrito por Paulo
                                          (1Cor 13,4-8)
Comentando:
                             É desta forma que Deus nos ama, com eterno amor para todo e sempre, sejamos bons ou maus, justos ou não, com amor sem temor, porque este amor é perfeito. Ele sempre espera que O busquemos nas pessoas, nas coisas em tudo que nos cerca.
                             É reconhecendo nossas fragilidades que encontramos força para compreender a magnanimidade destes preceitos.  A reciprocidade do amor gerado é o ápice esperado, mas não necessariamente exigido, porquanto no amor real inexiste a cobrança de correspondência, existe a “espera”, no seu tempo, circunstâncias e descoberta da maravilha que é ser amado ou deixar-se amar simplesmente.
                           Crer neste amor  é mergulhar nas possibilidades de um amor eterno, fiel e inesquecível . É este o amor que queremos ,é por este amor que vivemos , é este amor que buscamos. ( Claudete)


escrito por Maria Claudete Ferreira H.Batista

                            



07 outubro 2013

Criança... Se um dia fui.



                             No último sábado decidi, espontaneamente, ir a um Geriatra.
Surpreendi-me com uma coerente explicação – “Geriatra não é médico de idoso” e
Sim “de todo aquele quando  para de crescer”, ou seja, desde a juventude convém fazer a prevenção.
                            Durante a anamnese, deparei-me com um profissional que faz uma consulta em quase duas horas, raro nos dias atuais, talvez vocês estejam conjecturando, afinal eu teria muitas histórias para contar... Poderia até ser, mas com minha “língua solta” ficou possível ao Geriatra traçar o meu perfil  e estabelecer um diagnóstico.
                            Enxerguei na mulher de hoje a criança e jovem de outrora, numa velocidade tão intensa, sem intervalos de uma fase para a outra, que fui comparada a um “disco que roda alucinadamente sem parar”.( sic Geriatra).
                            Constatei que  sempre fui assim, desde criança , vivia antecipadamente a fase subsequente,mergulhava de cabeça nos problemas adultos e dava “pitacos” em tudo.
                             Talvez  tenha declinado de viver como  uma criança “normal”...Sem olhares críticos , sem sofrimentos adultos , sem cargas emocionais , sem cobranças .
                              A precocidade, taxada por vezes de inteligência acima dos demais, sem levar em consideração o excesso de informações que minha cabecinha infantil recebia faz-me, nos dias de hoje, perceber que não vivi plenamente a fase de criança.
                              Como consequência já chegou à fase da juventude, adulta e totalmente responsável. Foi bom? Não sei responder... De criança só recordo poucos momentos de brincadeiras e jogos, de apenas um boneco, o Juarez, como também de ter sido Anjinho de Lapinha de Natal, por ser branquinha.
                               De acordo com o Geriatra, a memória recente nos idosos, quando comparada à passada, perde para esta, talvez isto justifique a minha facilidade de falar sobre o que vivi... os clarões imensos que parecem inundar o cérebro ,de tão “vivas” as lembranças!
                             Considerando o que a maioria define como ter sido a vida em criança, questiono-me: - Se fui criança um dia? Não sei, a única certeza é que à minha maneira fui feliz!                        


                              
                              Escrito por Maria Claudete F.H.Batista

30 setembro 2013

Aquela Primavera...



                                              ( nesta foto amarelecida pelo tempo em que as fotos eram em preto e branco está gravada  a memória de uma Primavera )


Num tempo muito distante
Na zona Rural onde nasci
Há muito tempo...
Uma grande festa se anunciava.
Haveria um grande acontecimento
Era meu primeiro baile.
Não somente meu...
De todas as mocinhas do lugar.
Lembro como se fosse hoje
O vestido de seda amarela
Justo, bordado com vidrilhos.
Minha mãe caprichou...
Durante o baile haveria um desfile
Seria escolhida a Rainha da Festa.
“Que saudade tenho da aurora
da minha vida, que os anos não trazem mais”.
Saudade, sim, mas rediviva nas lembranças de hoje...
O Baile era da Primavera e eu fui a Rainha!
Como esquecer aquela Primavera?

Escrito por Maria Claudete f.h.batista
29/09/2013



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