30 julho 2013

Meu Sonho de Hoje...

 


Meu dia está terminando
não tive tempo de viver meu sonho.
Meu dia está terminando
a noite está chegando
meu sonho acabou.
Meu dia está terminando
a esperança não findou.
Amanhã será outro dia .
Depois de amanhã outro dia mais.

Meu sonho recomeçará.
Um dia quando meu sonho
na fila for o primeiro,
juntarei meu ontem, meu hoje e meu amanhã
Meu sonho viverá...

                      Escrito  por Maria Claudete
   Nota:
              Escrevi este poema e publiquei aqui mesmo em 25/07/2009... Confesso, ainda não consegui colocar o meu sonho em primeiro lugar, mas hoje, com certeza, entendo que preciso lapidá-lo, burilar com ardor e consumar com muita ternura na partilha e despojamento antes não vislumbrados.
            Ó incomensurável tempo, catalizador de  todas as coisas, obrigada pela longevidade que me permite continuar percorrendo as Vias da vida e persistir sonhando.


           

23 julho 2013

Zona Limítrofe.

                                                                Foto Google Imagem

Era apenas um corredor sombrio.
Um vazio imensurável.
Tetricamente vazio...
Tateando com passos trôpegos
Procuro escutar os sons.
Apenas o eco sibilante
Preenche-me o silêncio agonizante.
Tênue é o limite
Ilusão e realidade se confundem.
Olhar para frente
Esperança vislumbrada.
Olhar para trás
Incertezas aniquiladas.

Escrito por Maria Claudete
09/07/2013


18 julho 2013

Por Um Momento.






Por um momento julguei estar perdida no tempo
O tempo me encontrou...
Por um momento pensei que o Universo havia se fechado
O universo se abriu para mim...
Por um momento olhei o céu e nada enxerguei
O céu de lua e estrelas me iluminou...
Por um momento pensei estar sozinha
Você me encontrou e me amou.


Por Maria Claudete em Aldeia, 18/07/2013

 

12 julho 2013

Tão sonhada liberdade!


                                                       foto google imagem
                 foto google imagem                                                                                                                     foto arquivo pessoal.

Por algum tempo...
Não sei precisar quanto.
Portas ora fechadas,
Frestas ora entreabertas,
Aprisionavam o real.
Fluir era inconcebível,
O barulho interior era ensurdecedor...
Nidar era impossível,
Não havia onde se implantar...
Flanar, uma possibilidade.
Impulsionar as asas.
Escolher a rota.
Percorrer o caminho.
Aproveitar as frestas.
Não olhar para trás.
Em frente, mergulhar nas nuvens.
No sussurro sibilante das asas,
Encantar-se em catarse...

Encontrar-se-á tão sonhada liberdade!
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